Usina forma monitores para os cursos
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quinta-feira, 17 de dezembro de 1998
Marcos Zanatta 
A Usina do Conhecimento de Maringá, aberta há apenas oito meses, já está formando professores para projetos oferecidos à comunidade. Por enquanto, são oferecidos os cursos de informática, violão, dança e pintura, que têm despertado o interesse dos alunos.
Alguns ex-alunos que passaram por cursos na área de artes acabaram virando monitores e hoje ensinam novos interessados. São pessoas que têm habilidade para os trabalhos manuais, que acabam se destacando e ficam com a gente para ensinar, revela a coordenadora pedagógica da usina, Neide Marlele Sperandio.
Boa parte dos alunos participa de cursos que desejariam fazer mas não tem condições. Neide explica que a usina mantem um caderno de interesses, onde os frequentadores registram os cursos que gostariam de fazer.
As áreas mais escolhidas tem prioridade e os coordenadores buscam pessoal para ensinar na cidade. Muitos alunos vem fazer um curso que sempre desejaram porque o custo aqui é muito mais baixo, diz Neide. Ela explica que como a pessoa tem vontade e habilidade acaba se tornando mestre.
Os cursos oferecidos na área de arte são na maior parte voltados à reciclagem de materiais. Os alunos aprendem a fazer cestas, sacolas e outros objetos de decoração com papel jornal. Ou ainda decorar latas e potes de alimentos, normalmente jogados no lixo, para guardar objetos ou até alimentos.
A idéia é reciclar e vamos oferecer novos cursos de aproveitamento de sucata no próximo ano, avisa Carlos Alexandre Jorge, divulgador da usina de Maringá. Ele diz ainda que a intenção é ampliar o público atendido, em média 6 mil pessoas por mês.
Fora os cursos, que são oferecidos a qualquer pessoa interessada, inclusive moradores de cidades a região, a usina promove também projetos com estudantes. São cursos e atividades que muitas vezes precisam ser desenvolvidas fora das instalações da usina, envolvendo um número ainda maior de pessoas e locais. Mesmo nas férias escolares estaremos desenvolvendo atividades para atrair as crianças que não viajam e acabam ficando sem opção de lazer, avisa Jorge.


