A hidrelétrica Júlio de Mesquita Filho, na foz do Rio Chopim (Sudoeste do Estado), está sendo desmontada pela Copel porque a área será encoberta pelo reservatório da Hidrelétrica de Salto Caxias, no Rio Iguaçu. Construída pela Copel no final dos anos 60, a usina já foi a maior entre as usinas paranaenses. O reservatório de Caxias começará a ser formado no dia 15 de setembro e seu enchimento estará completo em dois meses. A hidrelétrica entrará em operação em dezembro.
A hidrelétrica Júlio de Mesquita Filho, cujo nome foi uma homenagem ao falecido diretor do jornal O Estado de S.Paulo, é considerada histórica pela Copel por ser um marco na história dos aproveitamentos de rios paranaenses para geração de energia. Sua potência instalada era de 50 megawatts, a maior até os grandes empreendimentos na Bacia do Iguaçu.
A hidrelétrica gerou, no ano passado, 398 gigawatts-hora, energia seria suficiente para abastecer um município como Cascavel, com 250 mil habitantes, que consome anualmente 310 gigawatts-hora.
A usina está nas proximidades do ponto onde o Chopim lança suas águas no Iguaçu e a 80 quilômetros da barragem de Salto Caxias. Sua barragem tem apenas 7 metros de altura (e 255 de comprimento) porque suas duas turbinas são giradas por águas desviadas do Chopim.
Segundo o engenheiro João Luiz Motter, o desmonte estará completado até o início de setembro. O reservatório de Salto Caxias, terá 132 quilômetros quadrados e também represará um trecho do Rio Chopim, o que fará com que as águas subam 3 metros acima do teto da casa de força da JMF. A maior parte das instalações físicas ficará encoberta. A demolição parcial ocorrerá somente para retirada de grandes peças.
A construção da hidrelétrica demorou cerca de 3 anos e meio (Salto Caxias começará a operar menos de 4 anos depois do início das obras). Os 50 megawatts de potência instalada que estão sendo desativados correspondem a pouco mais de 4% da capacidade de Salto Caxias, de 1.240 megawatts. Em 80, a usina de Salto Grande do Iguaçu, primeiro aproveitamento do Rio Iguaçu, que operou durante 13 anos, também foi desativada e encoberta pelo reservatório de Foz do Areia.Carlos BorbaImagem do passadoVista da tubulação por onde entram as águas do Chopim para girar as duas turbinasPaulo Pegoraro

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