Usina eliminaria o problema
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segunda-feira, 24 de março de 1997
Da Redação 
Ainda não há prazo para a instalação da Usina de Reciclagem de Lixo em Londrina. Quase todo o equipamento, que custaria hoje R$ 1,2 milhão, foi comprado na administração municipal passada mas ainda não foi instalado. Com a Usina de Reciclagem em funcionamento, acabaria o trabalho dos catadores no Aterro Sanitário de Londrina, segundo o diretor-presidente da Autarquia Municipal do Ambiente, Nelson Kohatsu.
Ele diz que a usina ainda não entrou em funcionamento porque faltam alguns detalhes técnicos para serem resolvidos. Kohatsu explica que o Município ainda precisa pagar parcela de R$ 350 mil e decidir o local onde ela será instalada.
O presidente da AMA diz que há dúvidas se a usina será erguida junto ao Aterro Sanitário (zona leste). Ele lembra que uma lei municipal, aprovada pela Câmara na administração passada, prevê a retirada do Lixão da zona leste até novembro deste ano. Se o Lixão tiver que sair de lá, não há porque instalar a usina agora, justifica.
Encontrar um local apropriado, ressalta Kohatsu, leva bastante tempo. É preciso fazer uma série de relatórios e pesquisas, afirma. A usina de reciclagem comprada pela Prefeitura de Londrina tem capacidade para 300 toneladas de lixo por dia. Ele explica que o lixo será colocado em esteiras e selecionado por operadores.
Kohatsu ressalta que a coleta seletiva de lixo continua sendo feita pela AMA no centro da Cidade, às terças e quintas-feira. Por semana são recolhidos 60 toneladas de lixo reciclável e levados para a parte superior do aterro sanitário. Por enquanto, ele é só armazenado, mas a intenção da prefeitura é vender o material.
O presidente da AMA quer estender, em breve, a coleta seletiva para os bairros de Londrina. Mas não há previsão de quando o serviço vai chegar à periferia.


