A hidrelétrica de Salto Caxias, entre os municípios de Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu, foi inaugurada com o descerramento de uma placa, por Fernando Henrique Cardoso, Jaime Lerner e o ministro de Minas e Energia, Rodolfo Tourinho Neto. O presidente e o governador também acionaram mecanismo que colocou simbolicamente em funcionamento a turbina já instalada (a primeira de quatro unidades), e que opera regularmente desde fevereiro. Os atos foram acompanhados por senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos da região, diretores da Copel e convidados.
O presidente e o governador chegaram ao local às 11h35, de helicóptero, vindos de Foz do Iguaçu. A agenda foi cumprida rigorosamente, encerrando-se a programação às 12h40. Cerca de 120 profissionais de imprensa cobriram a inauguração, número igual ao de policiais militares destacados para o esquema de segurança, ao lado de soldados do Exército, espalhados em pontos estratégicos, e de agentes em trajes civis. O rigor foi tamanho que todos os que tiveram acesso às proximidades do palanque passaram por detectores de metais, e os que carregavam bolsas (como fotógrafos) foram submetidos à revista.
A hidrelétrica, com custo de R$ 1 bilhão, e que ofertará 1.240 MW de energia, é a última prevista para o Rio Iguaçu, onde já há outras quatro de grande porte - as de Foz do Areia e dos saltos Segredo, Santiago e Osório -, e aumentará em 40% a capacidade de produção da Copel (de 3.350 MW). A primeira turbina, acionada em 18 de fevereiro, já conduz energia para interligação ao sistema nacional de distribuição, através de Salto Santiago. No final de abril, deve operar a segunda, e outra a cada três meses. A barragem tem 1.083 metros de comprimento por 67 metros de altura, e o reservatório 132 quilômetros quadrados.
Na barragem, onde se acumulam 3,5 bilhões de metros cúbicos de água, foi empregada pela primeira vez em larga escala (e o maior volume, em toda a América Latina) o concreto compactado a rolo (CCR), com 949.000 metros cúbicos (e mais 546.000) de concreto convencional. O CCR dispensa ferragens internas, utiliza pouco cimento, tem baixa concentração de material por metro cúbico e exige menor volume de escavações - em Caxias, 4.118.000 metros cúbicos -, por isso é classificado como tecnologia de ponta. O presidente da República salientou também o fato de que os equipamentos da usina são de fabricação nacional. (P.P.)

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