Usina de lixo corre risco de fechar
CARLÓPOLIS Usina de lixo corre risco de fechar DivulgaçãoPrefeitura quer transformar usina em autarquia para facilitar venda de recicláveis Mireilli Baroni De Santo Antônio da Platina Especial para a Folha A única usina de reciclagem de lixo do Norte Pioneiro corre risco de fechar. A Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo de Carlópolis (Usicar) está em funcionamento há cerca de quatro meses, tem capacidade para reciclagem diária de 10 toneladas, mas tem reciclado apenas três toneladas/dia, que é o total de lixo coletado na cidade. Segundo o prefeito Roberto Coelho (PSL), o trabalho que está sendo realizado na usina corre risco de ser interrompido, por causa da não-aprovação de um projeto de lei enviado à Câmara de Vereadores que transformaria a usina em uma autarquia municipal. A mudança para autarquia, segundo Coelho, daria fim à burocracia na comercialização do produto reciclado. Como firma autônoma, a usina poderia vender recicláveis diretamente com nota fiscal. Sendo um órgão da prefeitura, todo o material reciclável precisa ser licitado para ser vendido e o custo para se fazer uma licitação é alto, principalmente porque o edital de licitação deve ser publicado em jornais de circulação estadual e nacional e os compradores são, na maioria, do Estado de São Paulo. Se esse projeto não for aprovado, a usina irá fechar, disse Coelho. A usina emprega 25 pessoas e 80% da folha de pagamento é bancada pela venda de recicláveis. Segundo o presidente da Câmara de Vereadores, Moacir José Soares Capote (PMDB), o projeto está sendo analisado pela Comissão Técnica que deve emitir um parecer. Capote ressaltou que a Câmara aprova os projetos que beneficiam a comunidade. Ele disse que a comissão está verificando se a transformação em autarquia implicará na criação de cargos, ou na geração de encargos que comprometam a receita da usina. Para instalação da Usicar foram investidos R$ 320 mil. Roberto Coelho disse que R$ 115 mil já liberados serão destinados à ampliação da usina e compra de maquinário. Além da reciclagem de papel, vidro, alumínio, plástico, entre outros, o lixo orgânico é transformado em adubo, que também será comercializado. Conforme informações obtidas na prefeitura, existe negociação com cidades vizinhas para que o lixo seja enviado à usina. A concretização deste projeto esbarra na falta de local para armazenar o material. O espaço disponível está ocupado com materiais recicláveis prontos para venda, emperrada pela burocracia das licitações. Os compradores não se interessam pelas licitações. Enquanto isso, estamos sendo sobrecarregados de lixo reciclável, disse o prefeito.





