Cerca de 500 professores, supervisores e coordenadores dos Centros Municipais de Educação Infantil de Londrina (Cmeis), além dos coordenadores dos centros filantrópicos (CEIs) participaram ontem de um dia de capacitação. Foram abordadas a inclusão de crianças com necessidades especiais, com a terapeuta ocupacional Maria Madalena Moraes Sant'Anna, e Prevenção de Acidentes, com a enfermeira do Samu Nilvana Teixeira da Silva Moreno.
Os temas foram escolhidos com os professores, segundo a gerente da Educação Infantil de Londrina, Ludmila Dimitrovicht de Medeiros.
Tema aguardado com ansiedade pelos professores, a inclusão foi discutida sobretudo do ponto da brincadeira. Madalena abordou as diversas fases do desenvolvimento infantil, mostrou as diferenças e necessidades de crianças com e sem necessidades especiais e como adaptar as brincadeiras para crianças com deficiência física ou intelectual.
"Queremos que a escola saiba como acolher tanto a família como o aluno com necessidades especiais e, principalmente, que saiba desenvolver brincadeiras específicas. O professor não tem formação na graduação para trabalhar com elas, precisam aprender na prática. Eles não sabem como lidar nem como ensinar esse público, têm dúvidas de quais métodos usar para atingir seus objetivos", ressalta. Através do brincar a criança se forma enquanto ser humano e aquela que não brinca pode ter seu desenvolvimento comprometido, de acordo com a especialista.
Durante sua palestra, Madalena explicou que por ainda estar formando sua percepção do próprio corpo as crianças até cinco anos de idade tendem a aceitar com naturalidade aquelas com necessidades especiais, por isso a importância da inclusão ainda na educação infantil.

Maus-tratos
Embora a temática fosse prevenção de acidentes, Nilmara aproveitou a oportunidade para ensinar os educadores a também identificar sinais de abuso infantil, seja físico ou psicológico. "Esse não é um tema pelo qual eles estejam esperando, mas é importante que saibam que uma queimadura por cigarro pode ser um caso de maus-tratos. Também abordamos as diversas situações de acidentes domésticos, como afogamento em baldes e banheiras, queimaduras, intoxicação por produtos químicos e medicamentos, entre outros", observa.
De acordo com ela, são raras as chamadas para o Samu ou Siate envolvendo as crianças nas escolas, por isso o objetivo maior é capacitar os professores para que repassem as informações para os pais.
Uma outra etapa da capacitação será realizada no dia 14, quando será discutido o aleitamento materno. "A escola precisa dar condições para a mãe continuar amamentando o bebê depois que ele vai para o Cmei, ou incentivá-la a mandar o leite materno para que possamos alimentá-lo", destaca Ludmila. A preocupação é garantir através do aleitamento uma boa saúde para os bebês e assim evitar que tenham problemas de saúde, segundo a gerente.

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