Uruguaios se perde m e pedem ajuda na Capital
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quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
O uruguaio Antônio Ramon Lombardo, 41 anos, a filha Joana Vanesa Lombardo Sequeira, 8 anos, e a mulher Silvana Laura Bravo Recoba, 17 anos, ficaram perdidos nas ruas de Curitiba durante quatro dias. Os problemas da família começaram na terça-feira quando uma mala com os passaportes e dinheiro foi furtada no hotel onde se hospedaram. Lombardo tentava localizar na Capital paranaense um conterrâneo que daria trabalho para ele num resutaurante.
Juan Carlos Silveira, o amigo que ofereceu o emprego, não foi localizado. Sem dinheiro, Lombardo disse que procurou ajuda para regressar ao seu país no Consulado do Uruguai, em Curitiba, mas ficou revoltado com a resposta que teve. Disseram que não havia dinheiro para pagar as passagens. Se fôssemos ricos, o tratamento seria outro. Não sei porque existe esse consulado, reclamou.
Lombardo, que diz ser radialista desempregado, concedeu ontem entrevistas para rádios de Curitiba. Uma uruguaia, que mora na cidade, ouviu o relato e pagou as passagens para que a família pudesse viajar até Porto Alegre, onde fica o Consulado Geral do Uruguai, que teria condições de custear o retorno dos três até aquele país.
A informação prestada no Consulado do Uruguai em Curitiba era de que a família teve toda a assistência possível. Os funcionários, que não quiseram se identificar, disseram que o consulado não tinha dinheiro para pagar as passagens. Nos colocamos à disposição para entrar em contato com os familiares, mas ele nos disse que não queria incomodá-los, disse uma funcionária. O pagamento das passagens de Porto Alegre até Montevidéo, a capital do Uruguai, ainda dependiam de confirmação do Ministério das Relações Exteriores daquele país.


