Após 19 horas de julgamento, o uruguaio Alfredo Bitencourt, 40 anos, foi condenado ontem a 18 anos e dois meses de reclusão. Ele havia confessado que matou a costureira Zulmira Goulart com pelo menos oito golpes de martelo na cabeça, em 28 de março do ano passado. O homicídio teria ocorrido por causa de uma discussão sobre a limpeza da cozinha da casa da costureira, que tinha alugado um quarto para o uruguaio e a mulher, Maria Inez Prezen, 38 anos. Apesar de não ter participado do crime, Maria Inez é acusada de ocultação de cadáver e recorreu para não ir a julgamento. Ela e o marido continuaram morando no apartamento até serem presos seis dias depois, quando o corpo foi localizado.
O crime chocou Curitiba, pois Zulmira foi encontrada com o corpo dobrado dentro da caixa de papelão de um televisor de 20 polegadas, com uma embalagem para presente. Com pés e as mãos amarradas, o corpo estava em posição semelhante à de um feto. Conhecida na cidade por ter sido costureira da alta sociedade nos anos 70, Zulmira tinha 66 anos e 1,62 metro de altura.
O advogado de defesa, Alfredo Genovino Filho, usou a tese de legítima defesa, afirmando que o uruguaio não teve outra escolha a não ser matar a costureira, que o teria ameaçado com uma tesoura. Mas os jurados votaram com o promotor Sylvio Kuhlmann - que também vai atuar no julgamento de Maria Inez - em todos os quesitos e foram unânimes na condenação. (J.A.)

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