Os cerca de 4,5 mil presidiários que estão no sistema penal do Estado vão poder utilizar uma urna para fazer reclamações e apresentar sugestões para melhorar o sistema penal do Estado, a partir de amanhã. A linha direta da Secretaria da Justiça com os detentos foi aberta ontem, em Curitiba, pelo secretário de Justiça José Tavares. A secretaria determinou ainda que sejam feitas reuniões mensais com os familiares dos detentos. A intenção é aproximar as famílias e presos dos projetos que são desenvolvidos pela Secretaria.
As reuniões vão ser feitas sempre aos sábados, abertas a qualquer pessoa que quiser colaborar com o programa. As urnas colocadas em cada penitenciária do Estado também vão estar à disposição de todos os detentos, que não precisam se identificar para fazer as reclamações. Os que se identificarem terão suas cartas respondidas.
Toda semana, as urnas lacradas vão ser recolhidas e só serão abertas pelos membros do Conselho Estadual de Direitos do Cidadão (Codic). Os representantes do Codic se encarregarão de responder todas as correspondências que tenham a identificação do remetente. As sugestões dos presos vão ser encaminhadas pelo Codic para a Secretaria da Justiça. ‘‘A intenção é humanizar mais as penitenciárias e fazer com que o detento se sinta ouvido e respeitado em seus direitos’’, afirmou ontem o secretário da Justiça, ao lançar o programa.
Esta é segunda vez que programa semelhante é implantado nas penitenciárias paranaenses. Em 1992, quando Tavares ocupou pela primeira vez a função de secretário da Justiça, ele determinou a realização de reuniões periódicas com as famílias dos detentos. Hoje, há no Paraná cinco penitenciárias que funcionam em regime fechado e outras duas penitenciárias semi-abertas. Há ainda o Complexo Médico Penal e o Centro de Orientação e Triagem.
Por enquanto, a colocação das urnas se restringe ao sistema penal. As delegacias que abrigam os presos à espera de vaga nas penitenciárias não farão parte do programa.

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