Urbs também quer a proibição das torcidas organizadas
Luiz Costa/PMCPrejuízos de domingo: ônibus danificados e terminais invadidosA empresa que gerencia o sistema de transporte urbano em Curitiba (Urbs) pode solicitar à Justiça o fim das torcidas organizadas de futebol no Paraná. A decisão aconteceu depois do último final de semana, quando após o clássico entre Atlético Paranaense e Coritiba, a capital teve o maior prejuízo do ano com atos de vandalismo após um jogo de futebol.
Antes e depois da partida realizada no Estádio Couto Pereira, no Alto da Glória, foram danificados 21 ônibus e aconteceram diversas invasões em terminais. O prejuízo total chegou a R$ 50 mil em um só dia, metade do valor registrado até agora com o vandalismo desde o início do ano. Segundo a Urbs, a valor do prejuízo corresponde à metade do valor de um ônibus novo.
Os incidentes com torcedores começaram por volta das 14h30, quando uma bomba caseira foi atirada sobre o ônibus expresso. Não houve feridos. Logo depois do encerramento do jogo, houve guerra de torcidas e invasões na Estação Central, junto ao prédio do Correio Velho. Um supervisor da fiscalização foi atingido por uma pedrada. Ele foi levado desacordado para o pronto socorro do Hospital Cajuru e passa bem.
No Círculo Militar, um cobrador foi agredido por dois menores e teve que ser substituído por um colega. Junto à Praça do Japão, o biarticulado expresso Santa Cândida-Capão Raso teve oito vidros quebrados e, em seguida, foram registrados danos ao Ligeirinho Araucária-Curitiba, que perdeu 11 vidros laterais. Além dos ônibus, um veículo da Diretran foi depredada.
Se a Urbs levar adiante a proposta d eproibir as torcidas organizadas, vai fazer coro com o deputado estadual Nereu Moura (PMDB), que há cerca de 60 dias encaminhou ao Ministério Público pedido de proibição do funcionamento de todas as torcidas organizadas no Paraná. Na época, o incidente que motivou a ação do deputado foi a destruição de um posto de combustíveis no município de Teixeira Soares, por torcedores atleticanos que voltavam de um jogo realizado em Irati.
O diretor de Transporte Público da Urbs, Euclides Rovani, disse que a exemplo do que aconteceu em cidades como Rio e São Paulo, onde a Justiça proibiu as torcidas organizadas, Curitiba também poderá vetar a entrada, nos estádios, de pessoas usando uniformes ou portando elementos de identificação das torcidas.
No ano passado, mais de 2 mil ônibus foram destruídos ou danificados por ação de vândalos. O prejuízo total foi de aproximadamente R$ 400 mil.





