Urbs quer reduzir calotes nos tubos
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terça-feira, 02 de setembro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaA Urbs estima que deixe de receber R$ 26 mil por mês com os calotesO presidente da Urbs, Fric Kerin, disse ontem que está solicitando a ajuda da Polícia Militar para enfrentar o aumento do número de furos em catracas de estações-tubo e terminais. Segundo relatório concluído pela empresa no início desta semana, o número de invasões de locais de acesso ao serviço de transporte coletivo sem o pagamento da tarifa de R$ 0,65 nunca foi tão elevado. Ao todo, são 40 mil ocorrências por mês, a maioria praticada por estudantes. Com isso, deixam de ingressar mensalmente no sistema R$ 26 mil.
Já nos próximos dias, a empresa estará encaminhando às escolas da rede municipal e estadual uma carta solicitando colaboração para o combate às invasões. Os estudantes precisam ter em mente que não pagar a passagem significa um desrespeito para com aqueles que utilizam o sistema de transporte adequadamente, frisa Rovani.
Nos entendimentos com a Polícia Militar, a Urbs pede que sejam intensificadas as ações contra os invasores, especialmente adultos que de forma irresponsável utilizam os ônibus sem pagar.
Em todas as regiões da cidade são registradas infrações. Segundo Rovani, o acúmulo de prejuízos, a médio prazo, poderá resultar no eventual aumento da tarifa e até mesmo atraso nos investimentos para ampliação da capacidade do sistema transporte coletivo.
Em alguns locais, as invasões chegam a 160 por dia. É o caso do terminal Oficinas, no eixo Leste, onde o desrespeito às catracas é verificado principalmente nos horários de saída dos alunos dos colégios Omar Sabbag. Moradores da região também furam os bloqueios e embarcam nos ônibus sem pagar a passagem. No terminal do Capão da Imbuia, o problema são os estudantes do colégio Maria Aguiar, que causam transtornos também no ponto em frente à escola, entrando pelas portas traseiras.
Nos eixos Norte, Sul, Boqueirão e Oeste a situação não é muito diferente, com mais de 100 invasões registradas em determinadas estações-tubo. No extremo Sul da cidade, os fiscais da Urbs trabalham na tentativa de interpelar os furões tanto no terminal do Portão e nas estações Carlos Dietzch e Morretes, sempre invadidas por alunos dos colégios Pedro Macedo e Bagozzi. Neste último tubo, um cobrador chegou a ser agredido por ter tentado evitar as invasões. Não é possível admitir este tipo de comportamento, afirma o diretor de Operações da Urbs, Euclides Rovani.
Ele esclarece que na região central da cidade o número de invasões também começa a crescer, especialmente na Praça Tiradentes e no tubo da Comendador Fontana. Uma outra situação crítica, lembra o diretor, é a da região próxima às danceterias Sistema X, em Santa Felicidade, e Studio 1.250, na Avenida Paraná. Nos finais de semana, chegam a ser registradas pelo menos 200 invasões diárias por frequentadores destes locais.


