Arquivo FolhaEscala de horários para início do funcionamento das atividades produtivas reduziria congestionamento no trânsitoA Urbanização de Curitiba S. A. (Urbs) já concluiu a proposta de mudança do horário para início do funcionamento dos setores produtivos na cidade, normalmente fixado a partir das 8 horas. Das indústria aos bancos, são sete escalas, com intervalo de pelo menos meia hora entre o começo de uma atividade e outra. O objetivo da medida é diminuir a concentração de passageiros nos ônibus e terminais, diariamente tomados por 170 mil pessoas entre 6h40 e 7h30.
A prefeitura ainda não definiu a data para a assinatura do decreto, mas a expectativa é que as escalas entrem em vigor em novembro. Pela proposta, as indústrias iniciariam suas atividades até às 7 horas. A construção civil, a partir daí. As escolas seriam abertas às 7h30. Empresas de serviços, às 8 horas. Órgãos públicos e escritórios abririam às 8h30. O comércio começaria a funcionar meia hora depois. Shoppings, centros comerciais e bancos abririam às 10 horas.
‘‘Uma distribuição melhor dos horários pode garantir mais conforto aos usuários do transporte coletivo’’, acredita o presidente da Urbs, Fric Kerin. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) já determinou às construtoras associadas que respeitem a proposta antes mesmo de sua entrada em vigor. O presidente da entidade, Gustavo Berman, recomenda a obediência à escala como ‘‘uma contribuição do setor à sociedade’’.
De acordo com o diretor de operações da Urbs, Euclides Rovani, a medida foi motivada por uma pesquisa que comprovou o início do funcionamento do comércio uma hora antes do previsto. ‘‘Aproximadamente 48% dos estabelecimentos comerciais descumprem a determinação da prefeitura e abrem as portas às 8 horas’’, informa. Já o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Ardisson Ackel, diz que o setor é solidário à proposta das escalas.
Ackel percebe as dificuldades que as pessoas têm para se deslocar ao Centro. ‘‘É preciso garantir uma melhor distribuição do transporte e do fluxo de trânsito’’, avaliza o presidente da ACP. O coordenador do programa ‘Cidadão em Trânsito’, José Álvaro Tardowski, faz uma avaliação positiva dos reflexos da medida: ‘‘Trata-se de mais uma ferramenta para abater os picos horários de tráfego’’.
A primeira vez que a prefeitura criou escala de horários foi em 1980. Na época, a intenção era incentivar o uso do transporte coletivo para economia de gasolina.

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