Urbs diz que tarifas de ônibus e táxi não mudam
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quarta-feira, 12 de novembro de 1997
Curitiba 
A Urbs, empresa que gerencia o transporte coletivo em Curitiba, descartou ontem a possibilidade de aumentar tarifas de ônibus e táxis para compensar a elevação dos preços dos combustíveis, que devem entrar em vigor no próximo final de semana. Mas o aumento poderá ter outros reflexos sobre o sistema de transporte, como a ampliação da duração dos intervalos entre ônibus nos horários de menor movimento.
Estamos aguardando a definição do percentual exato do reajuste dos combustíveis para avaliar o impacto que isso terá sobre o sistema, disse ontem o diretor de operações da Urbs, Euclides Rovani. Segundo ele, se houver necessidade de cortar custos, a primeira medida será a racionalização da quilometragem. Além disso, a Urbs pretende implantar um sistema de reescalonamento dos horários de início das atividades na indústria, construção civil, comércio e serviços, gerando melhor aproveitamento dos ônibus.
No final de outubro, a Urbs aumentou em 15% (bem acima da inflação acumulada desde o último reajuste) as tarifas de ônibus em Curitiba. Segundo Rovani, esse aumento permitirá à empresa manter os investimentos previstos para expandir o sistema. Estão sendo comprados 60 novos ônibus bi-articulados e 176 ônibus normais.
Em relação aos táxis, a Urbs afirma que está oferecendo aos motoristas cursos para modernizar o serviço e, assim, ampliar a clientela. Mas o presidente do Sindicato dos Taxistas, José Tadeu Trevisan, considerou precipitado o anúncio de que não haverá reajuste nas tarifas.
Segundo ele, a categoria concordou em adiar de julho para outubro e, depois, para o ano que vem o reajuste de 11,9% que estava previsto. Agora, com o aumento nos combustíveis, isso precisaria ser reavaliado e a Urbs deveria ter consultado os taxistas, afirmou.


