Urbenauta teve bote furado por fogão no Barigui
O futuro dos rios preocupa quem sabe da importância da preservação das águas. Mas há perspectivas otimistas e pessimistas. O jornalista Eduardo Fenianos, urbenauta que viajou por Curitiba durante três meses, acredita que os rios têm imensa capacidade de recuperação e com educação ambiental é possível conseguir isso. Já o ambientalista João Bello, conhecido pela defesa do rio Bacacheri, diz que os 21 rios de Curitiba estão mortos.
Fenianos percorreu de barco ou a pé os principais rios da cidade. No rio Barigui teve seu bote inflável furado por um fogão. Em outros trechos, viu maços de cigarro e panfletos que pareciam ter vindo direto dos bueiros da cidade. Mas ao mesmo tempo em que constatou um alto índice de poluição, Fenianos encontrou recantos preservados. Mesmo no Barigui, encontrei um trecho com algas, flores e até animais.
João Bello também considera que a participação da comunidade é fundamental na recuperação dos rios, mas é mais pessimista quanto às ações do governo. Segundo ele, o município de Curitiba gastou nos últimos três anos R$ 15 milhões nos rios urbanos, mas o dinheiro foi por água abaixo.
João Bello critica a impermeabilização do rio Bacacheri, no trecho que corta o parque, e diz ainda que o Prosam previa a plantação de 30 mil mudas de árvores nativas, mas que foram plantadas azaléias. Segundo ele, a prefeitura tem desviado o leito natural dos rios e até contribuído para as enchentes, além de não agir com rigor contra as ocupações em áreas de manancial.(M.K.)





