Upes tem nova diretoria
Luciana Pombo
De Curitiba
Fiscalização dos preços das mensalidades escolares, campanha pela tarifa zero no transporte coletivo de Curitiba e expansão da meia-entrada em cinemas e teatros. Estas são algumas das bandeiras levantadas pelo novo presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes), Edmir Maciel, que terá dois anos para cumprir suas metas. Fundada há 56 anos, a Upes defende cerca de 2,5 milhões de estudantes paranaenses.
A posse do novo presidente da entidade ocorreu no auditório do Colégio Dr. Xavier da Silva, na região central da cidade. Escolhemos este colégio porque ele representa a história da educação paranaense, disse Maciel, lembrando que a escola foi fundada em 1903.
Além de lutar pelas causas sociais dos estudantes, a intenção é promover a cultura do Estado e realizar debates sobre educação e política. A Upes também deverá atuar na construção mais efetiva de novas sedes estudantis em todo o Paraná. Atualmente, existem 30 entidades estudantis e cerca de 200 grêmios no Estado. A meta é ter, até o final de 2001, 100 entidades organizadas e 500 grêmios. Vamos dar apoio a formação de grupos estudantis, fortalecer os grêmios e promover debates sobre educação, política e cultura, declarou ele.
Em Curitiba, a principal meta é garantir a tarifa livre para todos os estudantes de escolas públicas e municipais da cidade. A justificativa é a de que a evasão escolar tem aumentado a cada ano por causa do preço do transporte coletivo. Tem gente que deixa de ir para a escola por dificuldades econômicas. Queremos reverter isto, argumentou Maciel. O passe livre é aplicado em cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). No Paraná, Medianeira e Pato Branco já aderiram ao passe livre.
Na capital paranaense, os estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos pagam metade da tarifa. Isto não adianta nada. Poucos estudantes são beneficiados com a meia-tarifa. A prefeitura deveria adotar isto para todos os estudantes, pelo menos, afirmou.
As escolas particulares serão fiscalizadas no início da matrícula escolar. Todas as cobranças abusivas serão denunciadas. As escolas públicas também estão na mira da Upes. No início deste ano tinha escolas públicas cobrando R$ 30,00 dos alunos para contribuição. Mas todos eram obrigados a pagar. Isto é um absurdo e não deixaremos que torne a acontecer, garantiu Maciel.





