Luciana Pombo
De Curitiba
A União Paranaense dos Estudantes (UPE) entrou ontem com uma ação coletiva na Justiça Federal contra três universidades particulares que teriam ameaçado de cancelar a rematrícula dos alunos inadimplentes. Segundo o diretor executivo de instituições privadas da UPE, Vilson Bajerski, a ação se baseia na medida provisória 1.733/62 e no artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor.
A ação coletiva foi impetrada após a instalação do serviço disque rematrícula na sede da UPE, que registrou 680 reclamações em apenas cinco dias. As instituições denunciadas pelos estudantes são a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Universidade Tuiuti e Uniandrade. Bajerski tem uma audiência marcada para a próxima quinta-feira, na Procuradoria da República, para discutir o assunto.
Além da denúncia dos alunos, Bajerski disse que tem relatórios e cópias de chamadas que comprovam a afirmação dos estudantes inadimplentes. Mas o pró-reitor administrativo da Universidade Tuiuti, Carlos Eduardo Rangel Santos, diz que a instituição desconhece qualquer tipo de ameaça de cancelamento de matrículas.
O pró-reitor comunitário e de extensão da PUC, Adilson Moraes Seixas, admitiu que existem problemas com 10% dos alunos da instituição, mas eles não podem ser considerados como carentes. ‘‘Temos bolsa para 2.700 alunos e quem é carente tem que procurar os órgãos competentes dentro da instituição’’, alertou. ‘‘Os alunos que devem desde o ano passado precisam honrar seus débitos e pensar em renegociação das dívidas’’, disse ele.
A assessora jurídica da Uniandrade, Sandra Mara Palma, disse que enviou correspondência em julho deste ano para todos os alunos que estavam inadimplentes, ofertando juros baixos para o pagamento dos débitos. Os que não procuraram fazer uma negociação tiveram os nomes excluídos da lista de chamada.

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