Arapongas – Março de 2014. Este é o último prazo considerado pela Secretaria de Saúde de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) para o início das atividades na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O imóvel começou a ser construído em 2010 e foi inaugurado em dezembro de 2012. No entanto, a obra apresenta uma série de erros estruturais que precisam ser corrigidos pela atual administração.
O secretário de Saúde de Arapongas, Alcides Livrari Junior, afirmou que entre as irregularidades estão a falta de pontos para a ligação de água na sala de triagem, pias com tamanho reduzido e de torneiras que precisam ser acionadas de forma manual, além de banheiros sem janela ou sistema de exaustão. "Esse tipo de torneira aumenta o risco de infecção", explicou. O espaço com materiais já utilizados e a sala para esterilização ficariam no mesmo ambiente. "Uma das paredes da sala do necrotério era de vidro, esse é o principal erro", mostrou o secretário.
Foram investidos R$ 1,6 milhão na construção da UPA, recursos repassados pelo governo federal. A intenção é atender de 300 a 400 pacientes por dia. Os erros estruturais foram constatados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a prefeitura deu início às adequações na semana passada. Serão gastos, aproximadamente, R$ 270 mil, e a unidade, que já possuía mil metros quadrados, será ampliada em mais 100 metros quadrados.
As adequações necessárias para inaugurar a UPA estão sendo feitas com recursos do município. Mais de 60 profissionais atuarão na unidade. Cerca de 60% das licitações para a compra dos móveis e equipamentos já foram concluídas. Conforme o secretário, o prazo dado para o início dos atendimentos foi estabelecido pelo Ministério da Saúde, mas pode ser prorrogado por até seis meses. "Nós estamos trabalhando para inaugurar efetivamente a unidade até o dia 31 de março. Não acredito que a prefeitura protocole algum pedido para ampliar a data final", ponderou.
Livrari Junior ressaltou que o Ministério Público apura a responsabilidade pelas irregularidades constatadas na estrutura. Arapongas conta hoje com uma unidade precária para realizar os atendimentos 24 horas, além de três unidades básicas de saúde que funcionam 18 horas por dia. Caso a prefeitura não consiga cumprir o prazo final para o funcionamento da unidade e também não consiga prorrogar a data limite, todo o recurso investido pelo Governo Federal terá que ser devolvido à União.

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