A Universidade Norte do Paraná (Unopar) abriu ontem, oficialmente, as inscrições para o vestibular de inverno para nove novos cursos; cinco no Campus de Londrina e quatro no de Arapongas. Em Londrina, a Unopar vai oferecer 420 vagas nos cursos de Engenharia de Telecomunicações; Engenharia da Computação; Farmácia e Bioquímica; Fisoterapia; e Propaganda e Marketing. Arapongas ganha 360 vagas com a criação dos cursos de Enfermagem, Farmácia e Bioquímica, desenho Industrial (habilitação em Projetos de Produtos) e Engenharia da Computação.
O vestibular acontece nos dias 8, 9 e 10 de agosto e vai contemplar também, com mais vagas, os cursos de Processamento de Dados de Londrina e Arapongas e de Medicina Veterinária, em Maringá. As inscrições custam R$ 50,00 e poderão ser feitas até 6 de agosto no campus de Londrina - avenida Paris, 675, Jardim Piza -, no de Arapongas ou em um estande instalado pela Unopar no Catuaí Shopping Center.
A presidente da comissão de seleção, e diretora do campus de Londrina, professora Vilma Jandre Melo, explica que as inscrições e os exames podem ser feitos em qualquer um dos dois campus, independente do local escolhido para o curso. Mas a matrícula deverá ser feita no campus onde o curso vai ser ministrado.
O resultado do vestibular será divulgado no dia 13 de agosto. A expectativa é de que pelo menos 2.500 pessoas se inscrevam no concurso, repetindo o índice do vestibular de janeiro. A criação dos novos cursos, esclarece Vilma Melo, é resultado de um levantamento da demanada de mercado e faz parte do planejamento de ampliação da Unopar a ser implantado até o ano 2000. Desde 95, a instituição vem investindo na estrutura física (ampliação e equipamentos de laboratórios) e humana para poder implantar os novos cursos. A projeção prevê ainda a implantação de sete novos cursos até o ano 2000, entre eles o de Relações Internacionais e o de Turismo e Hotelaria.
Até julho de 98 a Unopar deverá contratar cerca de 150 profissionais entre docentes e técnicos. Atualmente a universidade tem 2.700 alunos em 21 cursos de graduação com 36 habilitações, e 2.800 alunos de pós-graduação (não incluídos os novos cursos) em todo o Estado. As mensalidades variam entre R$ 260,00 e R$ 570,00 - fora o curso de Odontologia, que custa R$ 780,00 e é o mais caro.
Apesar de, à primeira vista, os valores assustarem, a diretora Wilma Melo faz questão de frisar que o custo é bem menor do que o de uma universidade pública. ‘‘Um estudo recente mostrou que um aluno em curso integral de uma universidade pública custa cerca de R$ 660,00 por mês aos cofres públicos; contra uma média de R$ 520,00 em uma universidade particular.’’

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