Uma atividade que exige força, mas exibe leveza em seus movimentos. Que desenvolve a noção corporal ao mesmo tempo em que trabalha a flexibilidade de uma forma divertida. Foram esses alguns dos atrativos que chamaram a atenção de profissionais comuns, que não trabalham para o universo encantado do circo, mas que viram nas oficinas de acrobacias aéreas e de solo uma boa oportunidade para praticar uma atividade física empolgante e que requer uma boa dose de espírito de equipe para ser executada.
Um fotógrafo, uma produtora de moda e um pintor. Com atividades profissionais bem distintas, esses três apaixonados pela arte circense decidiram vivenciar por quatro dias as peripécias da companhia Troupe Volare, no Zirkus Espaço Cultural, durante a ''Londrina Mostra Teatro e Circo''.
''Este imaginário sedutor do mundo do circo está na cabeça da maioria das pessoas desde pequenas e assim também era comigo'', revela o fotógrafo Andrios Thiago Correa. Há três anos afastado das oficinas de circo, decidiu retornar às aulas, juntamente com a namorada Vanessa Melo, produtora de moda.
Andrios conta que em 2009 fez de oficinas circenses em uma outra escola, mas por motivos pessoais acabou se afastando. ''Até que este ano surgiu a vontade de praticar alguma atividade física. Eu queria desenvolver força, resistência e flexibilidade e não há nada melhor do que as aulas de circo para isso'', revela.
''Você se envolve com a plasticidade dos movimentos e se diverte com isso'', conta Andrios. ''E, o melhor de tudo, o aluno desenvolve o seu espírito de cooperação. Para montar um pirâmide, por exemplo, você precisa do apoio e da atenção das outras. O volante, que é quem será impulsionado para executar alguns movimentos, precisa da base que é dada pelo porto e assim vai.''
Vanessa Melo, que decidiu participar das oficinas com o objetivo de desenvolver a flexibilidade, revela que conquistou muito mais do que isso. ''Me dei conta de que esse universo amplia muito seu campo de visão sobre o mundo. Você se torna gradualmente mais criativo e sensível para perceber o que está ao seu redor, o que é muito bom para mim, porque trabalho com moda e, nessa área, criatividade é tudo'', analisa.
O casal conta que com o conhecimento que pretende adquirir nas oficinas e cursos de circo já sonham em dar continuidade a um projeto social com crianças carentes em escolas de Londrina. ''Toda criança gosta de circo. Essa vai ser uma forma bacana delas praticarem uma atividade física, se divertirem e ainda se sociabilizarem'', diz.
Orgulho
O pintor Frederico Augusto Franco explica que essa não é a primeira vez que participa de ofinas circenses e que cada aprendizado é sempre uma grande alegria. ''Você se sente desafiado a executar os movimentos e, quando realiza, se sente orgulhoso'', sorri Franco, afirmando que depois que começou as atividades está mais ativo para o trabalho. ''Meu equilíbrio para o trabalho melhorou muito, até para subir em um andaime subo mais rápido.''
De acordo com o professor Welyton Renan Bispo da Silva, durante a oficina, os alunos trabalham alongamento, preparação corporal para os aparelhos, aprendem movimentos no trapézio, na lira, no tecido e na cama elástica.
Serviço - Mais informações sobre as aulas da Troupe Volare pelo fone (43) 3323-4958 ou nowww.zirkuslondrina.com

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