‘‘Os vestibulandos são excelentes consumidores. É um mercado e tanto’’. A afirmação é da estudante de biologia da UEL, Helenyse Mattano. Ela aproveitou os dias de vestibular para vender bijuterias. E teve lucro. Segundo ela, o interesse pelos produtos é grande. ‘‘As vestibulandas gostam muito dos brincos, pulseiras e colares. Acabam comprando’’, disse.
Assim como Helenyse, algumas pessoas encaram o vestibular como uma alternativa de renda. Conforme a Assessoria Estudantil da UEL, responsável pela permissão de venda de produtos no câmpus, foram montadas 23 barracas de alimentação, perfumaria e bijuteria. ‘‘São pessoas da comunidade, centros acadêmicos e turmas de formandos’’, explicou o assessor estudantil Ludovico Bonato. Segundo ele, foi permitida também a comercialização de camisetas e doces caseiros fora das barracas.
‘‘Nessa época de crise, temos que tentar de tudo’’, afirmou a confeccionista Ivone Cristina Santos, 32 anos. Ela montou uma barraca na quadra poliesportiva da UEL. A dica foi de uma amiga. ‘‘Ela vendeu confecções aqui no último vestibular e conseguiu ganhar um bom dinheiro’’. Além de roupas, Ivone comercializou produtos artesanais, como tapetes e bolsas. Para ela, o que vale também é a divulgação. ‘‘As vendas não são muitas, mas estão compensando’’, disse ela.
Para a estudante Danieli Santos, o vestibular não foi dos melhores. Ela vendeu lanches e refrigerantes. ‘‘Essa é a terceira vez que trabalho na UEL. O movimento caiu bastante em relação aos vestibulares anteriores’’, disse. ‘‘Mas continua sendo uma ótima fonte de renda’’.Marcos BorgesIvone Cristina Santos usou o vestibular para enfrentar a criseJosiane Schulz

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