Cerca de 250 estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) participaram ontem da passeata de protesto contra os cortes promovidos pelo governo federal no setor de educação. Os estudantes se concentraram no campus da UEM no início da manhã. Depois percorreram algumas ruas centrais até a prefeitura, onde foi realizado um ato. A maior queixa dos acadêmicos da UEM é o corte promovido nas bolsas dos alunos que participam do Programa Especial de Treinamento (PET).
Criado há cerca de 20 anos, o PET oferecia uma bolsa de aperfeiçoamento aos melhores estudantes das universidades brasileiras. Em todo o país são 318 grupos de estudos envolvendo mais de 2 mil alunos. Em Maringá, 120 bolsistas do programa foram atingidos. Os estudantes protestam também pelo corte nas bolsas de mestrado, que atingem mais de 600 alunos no país. ‘‘As passeatas preparam uma manifestação em nível nacional, que será realizado no próximo dia 12 em Brasília’’, explica Joel Benin, da União Paranaense dos Estudantes (UPE).
Benin adianta que pelo menos 500 estudantes do Paraná vão para o manifesto de Brasília. O estudante Cesar Reinaldo Rissete, bolsista do PET na UEM, compara que o corte de cerca de R$ 6 milhões promovido pelo governo não chega a ser 0,5% do Orçamento Geral da União. ‘‘Não podemos aceitar o fim de um programa inédito e que está servindo de modelo para o mundo’’, diz Rissete.

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