Entre os universitários, principalmente os de faculdades públicas, são conhecidas as alternativas para baratear o transporte: caronas, bicicleta, o tradicional ''racha'' do valor da gasolina gasta pelo colega que tem carro e leva os amigos. Com o último reajuste da tarifa, o número de caronistas parece ter subido no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na zona sul.
Natasha Labastia e Daniela Gomes, estudantes de artes plásticas que moram juntas, afirmam que já há algum tempo tinham o hábito da carona, que se tornou uma quase regra desde o aumento para R$ 1,60. Ônibus, só com extrema necessidade. ''Se utilizássemos o meio passe, gastaríamos uns R$ 32 por mês cada uma. Nossa renda é de um salário mínimo cada, da bolsa que recebemos como estagiárias. Não temos tempo pra trabalhar e não recebemos ajuda de custo da família'', argumenta Daniela.
Já Clariana Zanutto, estudante de química, diz que há anos pega carona. ''Sempre achei o passe de Londrina caro, ainda mais pelo serviço que é oferecido'', afirma. Ela conta que os aumentos recentes da tarifa fizeram com que muitos de seus amigos começassem a pedir carona.
A assessoria de imprensa da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) informou que não é possível mensurar ainda como o aumento da tarifa influiu realmente no número de passageiros, já que devido aos protestos da semana passada o Terminal ficou muitas horas fechado e muitos estudantes pularam catraca. A empresa diz também que, a curto prazo, o reajuste não deve interferir tanto no movimento, já que a maior parte (64%) dos passes é comprada por empresários.
Ainda segundo a assessoria, historicamente, o número de passageiros sempre decai até dois meses depois do reajuste da tarifa, e é recuperado em seguida. A direção da Francovig informou que ainda não tabulou os números do mês e por isso não pode dar parecer sobre a questão.

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