Quase 70% dos alunos que estão se formando na Universidade Estadual de Londrina (UEL) descartam os aparelhos eletrônicos que não servem mais para uso (o chamado e-lixo) no lixo comum, embora a maioria tenha consciência do perigo que isto pode representar para a saúde do homem e para o meio ambiente. Esta foi uma das conclusões de pesquisa realizada por um grupo de profissionais ligados à Incubadora Tecnológica Internacional da Universidade Estadual de Londrina (Intuel).
Um dos objetivos do estudo foi saber qual o destino dado pelos universitários a computadores, celulares, pilhas, baterias, televisores, lâmpadas, MP3 players, entre outros aparelhos. Os pesquisadores também pretendem, com a iniciativa, mostrar o nível de conhecimento dos alunos do ensino superior sobre a correta destinação de dispositivos eletrônicos de pequeno e grande porte. ''Vimos que a grande maioria (mais de 93% dos entrevistados) classifica o assunto como importantíssimo para si e para a sociedade, mas na hora de se desfazer deste lixo, não procura a correta destinação, como entregar de volta ao fabricante'', observa o matemático e especialista em estatística Lucídio de Jesus Junior, um dos pesquisadores.
Segundo o estudo, 24% dos acadêmicos consultados afirmaram já ter recebido informações sobre o destino recomendável do e-lixo, mas destes, menos da metade (43%) estão dando o destino correto, devolvendo-o ao local onde o objeto foi adquirido. A pesquisa também mostrou que 50,93% dos que receberam alguma informação de lojas sobre o que fazer com eletrônicos velhos, continuaram a depositá-los no lixo convencional.
Para os pesquisadores, falta conscientização tanto por parte dos consumidores quanto por parte de quem vende. ''Os lojistas dificilmente dão este tipo de informação espontaneamente, e o consumidor quase nunca pergunta'', diz o matemático Cristiano Andrade dos Santos, que também integra o grupo. Segundo o pesquisador, um dado preocupante é que praticamente a totalidade dos entrevistados usa equipamentos eletrônicos.
O levantamento foi feito com um total de 665 formandos, de 59 turmas. Nos cursos da área ambiental (agronomia, ciências biológicas, farmácia, geografia e química) foi utilizada a técnica de censo, e nos demais, amostragem estratificada sistemática, onde são definidas algumas características da população investigada, como curso e sexo, proporcionalmente, de maneira sistemática.
Os pesquisadores dizem que a intenção foi abrir uma porta para a conscientização ambiental dentro da universidade e, quem sabe, viabilizar parcerias com alguns centros. O grupo ainda pretende apresentar propostas de destinação, talvez em parceria com a prefeitura do campus. Também participam da equipe que fez a pesquisa o economista Caesar Vinicius Carrera dos Santos, o graduando em marketing Marcelo Cabral e o administrador Rodolfo Cesar Maluf Gomiero.

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