Universitários iniciam ação solidária
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sexta-feira, 09 de outubro de 1998
Paulo Pegoraro 
Um grupo de 100 acadêmicos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) iniciou ontem sua participação no projeto Universidade Solidária Regional (Unisolsempre), com ações didático-pedagógicas e voltadas à melhoria das condições de vida de comunidades carentes. Nesta primeira etapa, o trabalho será desenvolvido em seis municípios, até o final do mês será iniciado em outros três. Outras localidades serão atendidas na medida em que forem firmados convênios com a Unioeste.
O Unisolsempre desdobra o projeto nacional Universidade Solidária, pelo qual acadêmicos do Sul do Brasil atuam em estados do Nordeste. A Unioeste já enviou alunos para o Rio Grande do Norte no início do ano. No próximo, enviará para a Paraíba. Segundo a coordenadora na Unioeste, professora Beattriz Dal Molin, a metodologia dos dois projetos é a mesma, mas no caso do Unisolsempre há mais facilidade, porque a rotina das comunidades é conhecida dos acadêmicos.
Os alunos são dos cursos de medicina, odontologia, enfermagem, agronomia e pedagogia. Eles foram escolhidos por sorteio. Em Cascavel, iniciaram o trabalho pelos bairros Tarumã, Interlagos e Abelha, na zona norte, que concentram população pobre em condições de saneamento precárias, e ainda pela comunidade rural de Melissa (norte do município), onde residem pequenos agricultores.
Outros grupos foram para Iguatu, Iracema do Oeste, São Pedro do Iguaçu, Ouro Verde do Oeste e São José das Palmeiras. No final do mês, o trabalho será iniciado em Boa Vista da Aparecida, Ramilândia e Anahy. Estas localidades concentram pequenos agricultores e trabalhadores volantes. As ações dos acadêmicos serão voltadas à alfabetização, orientações para melhoria das condições de saúde (inclusive hábitos alimentares e prevenção à doenças) e exercício da cidadania.
Unipar Alunos da Unipar de Umuarama vão participar do Programa Comunidade Solidária. Os estudantes deverão prestar serviços gratuitos em Alto Piquiri e Mariluz, dois municípios onde mais de 60% da população são bóias-frias. Segundo a coordenadora de Extensão da Unipar, Marina Gimenes, lideranças de Alto Piquiri e Mariluz vão fazer uma lista de prioridades das duas cidades. Pelo menos 200 alunos estão na fila de espera para executar serviços voluntários. (Colaborou Vânia Moreira)


