Universitários estão descrentes do movimento
Albari RosaMárcio José, aluno da UFPR: É a terceira greve que
enfrento na universidade. Geralmente, não dá certoApesar da confiança dos líderes do movimento, os estudantes não acreditam em grandes vitórias através da greve. É a terceira greve que enfrento na universidade, geralmente, não dá certo, diz o universitário Márcio José. Ele acredita que este tipo de manifestação esteja saturado.
Albari RosaJosé Gabriel Meirelles, professor: Ninguém quer a greve,
mas mostrar que a situação em que vive a universidade é gritante
Mesma opinião tem o universitário Claúdo Augusto Rovel. Ele critica a falta de apoio de mestres e alunos dos grandes cursos. Os cursos como Medicina, Direito e Engenharia preferem continuar tendo aulas. Para a acadêmica de Educação Física Camila Bonet, seria interessante que os estudantes provocassem a paralisação desses cursos. Assim, a greve ganha volume e sai do âmbito universitário, sugere.
Para o professor de Economia José Gabriel Meirelles, a participação seria importante para mostrar a necessidade de manter o ensino público. Ninguém quer a greve, mas mostrar que a situação em que vive a universidade é gritante, criticou. Meirelles, que nasceu no Ururguai e naturalizou-se brasileiro, disse que o protesto de servidores e professores pretende preservar a qualidade do ensino brasileiro. Na América Latina, as universidades federais públicas brasileiras são consideradas as melhores, por isso, cada ano atraem mais pessoas com intenção de estudar aqui. Não podemos perder a maior conquista de nós brasileiros.





