Mesmo com o aumento da oferta de cursos universitários e programas governamentais que facilitam o acesso, o diploma de terceiro grau ainda não é acessível a todos. Para aqueles que não podem priorizar o estudo e têm que se dividir entre a universidade e o trabalho, o caminho pode ser mais difícil ainda, principalmente se esse trabalho exige maior esforço físico.

Deivid Pereira Lima Junior, 28 anos, é o segundo de quatro irmãos. Neto de carpinteiro e filho de mestre de obras, trabalha nos canteiros das construções desde os 14 anos. Com o tempo, decidiu que construir casas era bom, mas ele queria um pouco mais. Foi assim que prestou vestibular para o curso de Arquitetura e hoje, no quarto ano do curso na UniFil, se divide entre o trabalho em obras, a faculdade e o estágio obrigatório.

Rotina parecida vive o motorista Pedro Henrique Sandoli Biazon, 25 anos, que após trabalhar dois anos como tratorista em plantações, decidiu que iria atrás do diploma de engenheiro agrônomo. Veja como esses jovens conciliam a rotina de trabalho pesado com os estudos na reportagem de Érika Gonçalves.

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