Curitiba - Parte dos alunos que cursam medicina na UEPG desde março está disposta a ir à Justiça contra o fechamento do curso. Até o início da noite de ontem, pelo menos duas alunas se recusaram a assinar as fichas de transferência para outras universidades estaduais, como quer o Palácio Iguaçu. As alunas Michella Przybycien, 25 anos, e Fabiana Savi, 28, preferem continuar estudando em Ponta Grossa. Fabiana mora em Curitiba e viaja para poder assisitir às aulas. Segundo ela, mudar para Londrina, Maringá ou outra cidade seria muito difícil.
Na opinião delas, se o governador Roberto Requião estava mesmo decidido a fechar o curso, deveria ter feito isso antes do início das aulas, no dia 6 de março. O decreto suspendendo o curso foi assinado no dia 12 deste mês. Elas também discordam das alegações do governo, de que falta qualidade no curso. Segundo elas, 75% dos professores são mestres e doutores.
De acordo com a Comunicação do Palácio Iguaçu, 35 estudantes do curso de medicina da UEPG, dos quarenta aprovados nos dois concursos vestibulares, assinaram o termo de opção de transferência para as universidades de Londrina (UEL), de Maringá (UEM) e de Cascavel (Unioeste). A UEL receberá 16 alunos e as outras duas, 12 cada uma. Os melhores colocados no vestibular seriam os primeiros a escolher a universidade para aonde irão.

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