Universitários buscam trabalho nos EUA
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domingo, 28 de agosto de 2005
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Qual é o universitário brasileiro que recusaria a oportunidade de ganhar em dólares para aprender inglês nos Estados Unidos durante as férias? Ontem, cerca de 70 jovens entre 18 e 28 anos de idade passaram por uma seleção, em Londrina, atrás desse sonho. Representantes do Centre for Cultural Interchange (CCI) e dois resorts avaliaram os candidatos no hotel Comfort Suites.
De acordo com Daniel Ebert, diretor do Programa Work and Travel do CCI, existem 250 vagas disponíveis aos brasileiros que aceitem trabalhar como garçons, copeiros, arrumadeiras, recepcionistas, ajudantes de manutenção, salva-vidas, entre outros. ''O trabalho que o estudante exercerá depende muito do seu nível de inglês'', acrescenta Gabriela Costa, gerente da Central de Intercâmbio local que intermediou o encontro.
Normalmente, essa feira de recrutamento acontece em capitais e, pela primeira vez, aconteceu em Londrina. A inclusão da cidade no roteiro dos americanos é consequência do grande número de interessados. Ano passado, a unidade local enviou cerca de 150 jovens para os Estados Unidos, perdendo em quantidade apenas para São Paulo e Curitiba. A Central de Intercâmbio (CI) é uma das empresas que possibilitam esse contato entre empregadores estrangeiros e mão-de-obra em formação. Da mesma forma, a CCI é uma das organizações internacionais responsáveis pela seleção, documentação e suporte desses jovens no exterior. Na opinião de Gabriela, a chancela de empresas sérias e experientes no mercado facilita a obtenção do visto junto ao Consulado Americano e aumenta a tranquilidade da família dos estudantes.
Para disputar uma vaga, o candidato precisa indispensavelmente comprovar conhecimento intermediário ou avançado da língua inglesa, estar dentro da faixa etária exigida e não pode estar no último semestre da faculdade ou pós-graduação. Caso seja aprovado, ele investirá US$ 1.800,00 (cerca de R$ 4.400,00) na compra de passagens, despesas com o visto, taxa administrativa para o intermediário, acomodação e alimentação. ''É um gasto que compensa, não somente pelo salário que ele obterá com seu trabalho, mas, principalmente, pela experiência de vida e aprimoramento da língua'', afirma Gabriela.
O jovem latino é recrutado para trabalhar entre dezembro e março durante as férias escolares. Os europeus, por exemplo, estão lá neste momento. Segundo Ebert, a maior diferença entre eles é que os latinos buscam mais o conhecimento de vida e da língua, enquanto os europeus querem mesmo ganhar dinheiro. Em média, eles recebem de US$ 7 a US$ 8 a hora e, em alguns casos, conseguem alimentação e/ou acomodação. ''Mas todos trabalham muito e levam, no máximo, um mês para adaptar-se ao novo País'', explicou o americano.


