Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
Crianças internadas na Santa Casa de Maringá estão sendo beneficiadas com o projeto ‘‘Recreação Hospitalar’’ desenvolvido pelos departamentos de Educação Física e Psicologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Com fantasias e bom humor, os estagiários levam alegria aos pequenos pacientes através de brinquedos alternativos, dramatizações, fantoches, recreação e jogos tradicionais.
O professor-coordenador do projeto, Rogerio Massarotto de Oliveira, lembra que o internamento hospitalar interrompe o processo de brincadeira da criança. ‘‘Brincar forma a personalidade e o projeto tem o objetivo de dar continuidade ao processo mesmo em um hospital’’, explicou Oliveira.
Para a psicóloga e coordenadora da Recreação e Oficina de Arte da Santa Casa, Jaci Aico Kussakawa, as brincadeiras amenizam o medo da doença e do próprio ambiente hospitalar. ‘‘Aqui é um lugar extremamente técnico, por isso, temos a necessidade de despertar a emoção e o lado mais humano’’, disse Jaci.
Segundo a psicóloga, a tolerância emocional dos pequenos pacientes aumenta com as constantes brincadeiras, reduzindo na maioria dos casos o tempo de internamento. ‘‘Notamos que o quadro de sintomas da doença não amplia e a criança se sente bem cuidada’’, completa a psicóloga.
Com o filho de 11 meses internado há 25 dias, a dona de casa Luciana Ruela, diz que as atividades e brincadeiras melhoram o estado emocional do pequeno Paulo Ricardo. O menino tem um caso grave de pneumonia, com um dos pulmões comprometidos pela doença. ‘‘Meu filho sorri quando recebe a visita dos palhaços e fica calmo’’, diz Luciana.
O projeto de recreação vai permanecer na Santa Casa por seis meses. Acadêmicos de Educação Física brincam por uma hora e meia todos os dias no hospital. ‘‘Optamos pela Santa Casa por causa da estrutura que o hospital já oferece com salas de recreação’’, acrescenta o professor Oliveira.

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