Universitária reclama de atendimento na Vila da Saúde
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terça-feira, 13 de maio de 2003
Telma Elorza<br> Reportagem Local 
O fechamento da Farmácia de Medicamentos Especiais da Vila da Saúde, ligado à Secretaria de Saúde de Londrina, cinco minutos mais cedo que o horário determinado para o atendimento ao público provocou a revolta da universitária Mirian Aparecida Molinari Quadros. Ela disse ter testemunhado o desrespeito do funcionário da farmácia com alguns idosos, principalmente com a aposentada Tereza Martins da Silva, 68 anos. ''Ele fechou a porta praticamente na cara das pessoas. A dona Tereza estava a menos de 10 metros da porta. Mesmo se estivesse no horário, por uma questão de educação e respeito, ele deveria ter esperado ela chegar'', acusou.
Mirian, que mora em Cambé, disse que foi à Vila da Saúde (na rua Santa Catarina) apenas acompanhar uma amiga, mas teria ficado indignada com o tratamento que viu ser dado por um funcionário público. ''Se as pessoas procuram um local daqueles, voltado para a saúde, é porque precisam. Não vão à toa, passear. Não acho justo que funcionários que são pagos com os impostos que a gente paga tratem as pessoas desse jeito'', afirmou.
A aposentada contou que foi ao local buscar informações sobre onde conseguir um remédio para o neto de três anos. ''Eu não tenho dinheiro para comprar e já procurei em todos os locais'', lamentou.
O secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, disse que vai mandar um assessor entrar em contato com as duas mulheres para detalhar a denúncia. Segundo ele, o horário de funcionamento da farmácia é até às 16 horas e deve ser respeitado. ''Se realmente foi fechada cinco minutos mais cedo, não podemos aceitar'', afirmou.
De acordo com Fernandes, todas as queixas recebidas são encaminhadas à ouvidoria da secretaria e apuradas. ''É aberto um procedimento interno e, se proceder, poderão ser tomadas medidas que vão desde uma advertência à demissão'', explicou. ''Infelizmente, denúncias e queixas desse tipo não são incomuns.''


