Técnicos em administração das universidades estaduais e representantes dos sindicatos vão se reunir para elaborar uma proposta de readequação do Plano de Carreira, Cargos e Salários dessas instituições. Nesse ajuste deve ser apresentado um novo piso salarial para todas as categorias. A decisão foi tomada anteontem à tarde, em Curitiba, durante a reunião do reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, e o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig. A proposta foi discutida na sequência com o governador Jaime Lerner (PFL).
Ontem, pela manhã, a proposta foi apresentada pelo reitor ao comando local de greve e para representantes do Conselho de Administração da UEL. O início dos trabalhos, segundo Gordan, ainda não tem data, pois depende da disponibilidade dos técnicos das outras universidades. Ontem, Gordan conversou com demais reitores.
A proposta, segundo o professor Kennedy Piau, é parecida com a que pôs fim à greve das universidades federais. Ele considerou um avanço nas negociações, por isto o comando de greve estará se mobilizando para que as atividades se iniciem este final de semana. As categorias, de acordo com Piau, querem diminuir o tempo de espera, pois presumem que o governo apresente uma contraproposta. As mudanças precisam ainda de aprovação da Assembléia Legislativa (AL).
A discussão dos novos pisos com as categorias, segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde), Ana Maria da Cruz, deverá ocorrer paralelamente. Os sindicatos querem que os deputados discutam as mudanças antes das férias da AL, que se iniciam no dia 15 de dezembro. Na reunião, o governo havia sugerido o envio da proposta aos deputados apenas em fevereiro de 2002, com o retorno dos trabalhos.
A comissão de negociação do comando estadual de greve, de acordo com Piau, já havia conversado com os deputados Hermas Brandão (PSDB), presidente da Assembléia, Durval Amaral (PFL) e Moisés Leônidas (PPB). Todos eles haviam se comprotido em acelerar as discussões políticas sobre a greve, caso os assuntos técnicos fossem acertados com o governo.
Questionado se agora há possibilidade de término da greve, Gordan não quis criar expectativas. Ele prevê uma cuidadosa avaliação por parte dos sindicatos.

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