Maringá A Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) serão as primeiras do País a contar com laboratórios de prótese dentária que irão abastecer a demanda do Programa Nacional de Saúde Bucal. As duas unidades pilotos serão lançadas em setembro, junto com o programa, que tem como objetivo ampliar os tipos de serviços odontológicos à população carente e melhorar os projetos de prevenção à cárie.
Conforme levantamento feito pelo Ministério da Saúde, entre quatro idosos que completam 60 anos de idade no Brasil, três não têm mais dentes. Entre este grupo, cerca de 11% não têm condições de pagar pelo custo de prótese. De acordo com o coordenador nacional de Saúde Bucal, Gilberto Pucca, o programa vai priorizar o atendimento básico à população, aumentando o número de equipes da saúde bucal em todos os municípios do País e oferecendo, além da restauração, outros tipos de serviços como tratamento de canal, periodontia e implantação de prótese total.
Em todo País serão criados 368 Centros de Especialidade Odontológica e 368 Laboratórios de Prótese. Nesta fase inicial, conforme Pucca, o governo federal está investindo R$ 110 mil. Os dois laboratórios que irão funcionar na UFPR e UEM deverão se transformar em centros de capacitação para instalação dos demais 366 laboratórios em diversos municípios brasileiros.
Além do atendimento curativo, o programa também contempla algumas iniciativas preventivas como a ampliação do Programa de Fluoretação da Água dos Reservatórios de Abastecimento Público. Apesar da fluoretação ser obrigatória desde a década de 70, apenas 30% dos municípios brasileiros cumprem a legislação. Segundo Pucca, a fluoretação da água diminiu em 60% a incidência de cárie dentária. O lançamento do Programa Nacional de Saúde Bucal e do Laboratório de Prótese será no dia 12 de setembro, em Maringá.

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