Por conta da greve, as universidades de Londrina, Maringá e Unioeste (Cascavel) decidiram suspender o calendário do ano letivo. Em Londrina, essa foi a primeira vez na história da UEL. Em outros movimentos grevistas, as atividades acadêmicas eram inválidas somente após a greve.
O Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CEPE) acatou pedido do comando de greve e do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que em assembléia na noite de ontem, também deflagrou greve com pauta de reivindicação própria. A medida coíbe atividades dos cursos de pós-graduação e de alguns focos de atividades da graduação fora do câmpus. ''A suspensão não é uma medida traumática. Ela apenas ordena a situação acadêmica da universidade'', considerou. o reitor interino Pedro Gordan.
''Se for preciso, ficaremos um ano parado'', afirmou Rubens Goulart, um dos diretores do DCE. Os estudantes devem apresentar ao governo na próxima semana uma pauta própria de reinvidicações, entre elas o pedido de isenção de todas as taxas cobradas no câmpus, inclusive mensalidades dos cursos de pós-graduação.
Em Maringá a decisão de suspender o calendário partiu do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Estadual de Maringá (CEP/UEM). As inscrições para o vestibular da verão da instituição, que começaria na próxima segunda-feira também foram suspensas. ''A suspensão é por tempo indeterminado'', avisou o professor Paulo Mathias, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar). Estudantes da UEM entregaram ontem, para a reitora Neusa Altoé, uma pauta de reinvindicações para melhoria da qualidade de ensino na universidade.
Em Cascavel da direção da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) decidiu pela suspensão do calendário em reunião no final da tarde de ontem. (Colaboraram Lúcio Flávio (Londrina), Marcos Zanatta (Maringá) e Gilmar Agassi (Cascavel).

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