Londrina - Preocupadas com o número de casos de dengue, as universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM) e do Oeste do Paraná (Unoeste) estão intensificando as ações de combate à doença neste início de ano letivo. São medidas que vão desde a eliminação de criadouros do Aedes aegypti até o desenvolvimento de um software para o mapeamento da doença.
Na UEL foram reforçadas as orientações sobre a eliminação de recipientes que podem acumular água. E os cuidados com manutenção e limpeza foram redobrados. "É um plano de ação para prevenção e controle da dengue por conta do início das aulas", informou a chefe da Divisão de Assistência à Saúde à Comunidade (DASC), Márcia Regina Pizzo de Castro.
Em Maringá, além das ações sistemáticas para eliminar os focos do mosquito, como mutirões para recolher o lixo e entulhos, a UEM desenvolve campanhas de conscientização sobre o descarte correto de lixo orgânico e de material reciclável.

SOFTWARE
Os pesquisadores da Unioeste desenvolveram um software para integrar as informações sobre a dengue que o município de Cascavel dispõe, trabalhando com modelos matemáticos e computacionais para simulação da proliferação da doença. Trata-se do Sistema de Informação para Aquisição, Manipulação e Tratamento de Dados sobre Dengue (Sigdengue), que tem o objetivo de fornecer de forma rápida um mapeamento da cidade para dar suporte às ações de controle e combate ao vetor da doença.
O projeto faz parte de um programa de extensão desenvolvido a partir de uma parceria entre a Unioeste e a Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel, por meio do Programa de Endemias.
Segundo a coordenadora do projeto, Cláudia Bandeleiro Rizzi, este ano já foram feitos dois testes de campo e está em fase de conclusão o documento de requisitos do Software Sigdengue versão para web, assim como o levantamento das 111 localidades da dengue na cidade de Cascavel e do georreferenciamento dos pontos estratégicos.
Os processos incluem duas etapas: simulações e geoprocessamentos. Nas simulações são feitas modelagens computacionais da dinâmica do espalhamento da dengue. Já o geoprocessamento viabiliza a geração de mapas temáticos para estabelecer e integrar caracterizações ambientais, sociais, econômicas que influenciam a dinâmica da interação entre humanos e os vetores da dengue.

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