Universidades querem recursos para qualificar corpo docente
Paulo Henrique Faria
De Londrina
Especial para a Folha
O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, afirmou ontem, no encerramento do Fórum Regional da Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), que será encaminhado ao ministro da educação, Paulo Renato Souza, um documento solicitando liberação de recursos para uma maior quantidade de bolsas de pós-graduação nas universidades estaduais e municipais. A medida, que conta com o auxílio da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior (Capes), visa aumentar a qualidade do corpo docente nas universidades.
Também queremos oficializar o curso de pós-graduação em rede, que de uma certa forma a UEL já vem praticando junto com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Maringá, afirmou Testa. O reitor da UEL também disse que graças a uma autonomia provisória, concedida pelo governo estadual, as universidades paranaenses já caminharam muito em relação aos outros Estados, com exceção de São Paulo.
Para o reitor, o corpo docente da UEL hoje é satisfatório em termos de capacitação profissional. A nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) exige que pelo menos 33% do corpo docente das universidades seja formado por mestres e doutores. Testa garante que no máximo em 2002 esse quadro já estará atingido; o prazo dado pelo governo federal termina em 2004. Hoje, a UEL conta com 368 professores fazendo mestrado e doutorado tanto dentro como fora do País, disse.
Em relação à política de capacitação docente para as universidades estaduais e federais (tema do fórum), o presidente da Abruem e reitor da Universidade Estadual do Ceará, Manassés Claudino Fonteles, destaca a importância do curso de pós-graduação em rede para atingir o índice de 33% com mais facilidade.
Segundo o presidente da Abruem, a pós-graduação em rede usaria o que existe de mais moderno em termos de telecomunicações. Além do deslocamento pessoal de mestres e doutores de uma universidade para outra, nós vamos nos valer muito da Internet e de videoconferências, explicou. Desta forma perderemos menos mestres e doutores para as universidades privadas e do exterior, como vem acontecendo.





