Universidades podem ter eleição direta para reitor
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sexta-feira, 17 de junho de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
As universidades estaduais do Paraná poderão ter eleição direta para escolha de reitor, vice-reitor e diretores. O projeto, que prevê a extinção da lista tríplice, foi aprovado em segunda votação na Assembléia Legislativa e segue para a possível sanção do govenador Roberto Requião (PMDB). A iniciativa tem o apoio de diversos setores da comunidade universitária. A próxima votação para reitor na Universidade Estadual de Londrina (UEL) está marcada para 2006 e poderá ser feita no novo molde.
''Desde que passei pela universidade ouço falar em autonomia universitária. Não apenas financeira, mas política. Acho que os comandados devem ter liberdade para escolher seu líder. O modelo de lista tríplice tinha um ranço ditatorial'', atacou o autor do projeto, deputado Homero Barbosa Neto (PDT). Atualmente, o governador é responsável por escolher um dos três nomes indicados pelo Conselho Universitário.
A reitora Lygia Pupatto afirmou que considera o projeto ''positivo.'' ''É bom porque o processo eleitoral termina dentro da própria universidade''. Ela também destacou que o voto paritário é previsto no estatuto da instituição. Pelo sistema, a soma dos votos de cada categoria - estudantes, professores e funcionários - tem peso de um terço do total.
O novo modelo foi defendido pelas entidades representativas dos três setores. Para o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), César Cagiano Santos, disse que a eleição direta sempre foi um objetivo da comunidade universitária. ''Houve problemas de desrespeito ao nome mais votado da lista tríplice em universidades do País. Mas no Paraná não tivemos este problema. A lei, na verdade, só vem para concretizar o que estava sendo feito de outra forma''.
O presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel), Itamar André Rodrigues do Nascimento, afirmou que a mudança é um ''reconhecimento de que a comunidade tem o direito de eleger diretamente'' o reitor. ''Isto demonstra a autonomia da universidade. Mas é necessário que o voto seja paritário''.
Coordenador de administração e finanças do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEL, Anderson Almeida, 25 anos, disse que a entidade é ''totalmente a favor da eleição direta.'' Para ele, no caso de sanção da lei, a participação dos estudantes no próximo pleito, no ano que vem, deverá ser maciça.


