Universidades mostram seus projetos
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quinta-feira, 21 de outubro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
O que os carroceiros de Londrina têm em comum com a cerâmica açoriana de Florianópolis? Em tese nada além de serem objetos de projetos de extensão. É essa diversidade de temas e culturas que marca o Seminário de Extensão Universitária da Região Sul (Seurs) promovido nesta edição pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e sediado no Parque Ney Braga (Zona Oeste).
O encontro reúne 15 instituições de ensino superior dos estados da região sul do País e traz mais de 130 trabalhos nas mais diferentes áreas. Os trabalhos são expostos em stands e também apresentados em mesas redondas e palestras. ''Além da integração dos segmentos um evento como esse nos ajuda a traçar o planejamento das políticas de extensão'', afirma o coordenador do Seurs, Ângelo Spoladore.
Na UEL, segundo ele, a média de projetos de extensão gira entre 180 a 200 projetos anuais. Número que poderia ser maior. ''Uma de nossas metas é exatamente aumentar esse número, nós já chegamos a 260 projetos'', afirma.
A professora de fotografia Beatriz Borges, da Universidade Federal de Pelotas (Ufepel), destaca a troca de culturas e experiências proporcionadas pelo seminário. ''Só nos primeiros dias dois grupos de veterinária descobriram trabalhos semelhantes que podem ser intercalados, eu mesma encontrei trabalhos de metodologia através da dança, é ótimo que todos vejam as ações que estão se desenvolvendo'', comenta. A professora é uma das coordenadoras de um projeto que resgata a história da Escola de Dança de Pelotas, escola que já foi uma das mais importantes do sul do país.
Para os acadêmicos o seminário é uma excelente oportunidade de mostrar seu trabalho. Caso da estudante de design Ana Paula Langon, que veio à Londrina mostrar sua contribuição. ''Estou trabalhando no projeto gráfico de um livro'', conta.
No quesito troca de experiências e culturas, fez sucesso o stand da Universidade Federal de Santa catarina (UFSC) cujo projeto de culturas populares levou um torno para mostrar como se faz cerâmica. No mesmo local, um pilão cheio de paçoca de amendoim adoça a vida dos visitantes. ''Realmewnte está chamando atenção, no sábado vamos deixar o pessoal por a mão na massa com uma mini oficina de cerâmica'', afirma a professora Tania Inácio Fernandes. O seminário termina amanhã.


