Os dados estatísticos dos alunos indígenas ainda estão sendo tabulados. Porém, segundo o professor José Roberto de Vasconcelos Galdino, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), nesses dez anos se formaram 25 alunos. Para o professor, que é da Comissão Universidade para os Índios (Cuia), diferenças culturais e escolares acabam afastando os alunos, embora a instituição ofereça tutorias e programas para integrá-los.
A UEL tem 28 alunos matriculados e seis se formaram. A preferência tem sido por Pedagogia e Educação Física, por causa da demanda por professores nas aldeias, segundo o presidente da Cuia, João Batista Martins. Ele se mostra otimista com o número de formandos, mesmo com todas as dificuldades. ''É uma vitória quando eles se formam. Indígenas e universidade devem se adaptar um ao outro'', pontua.
Na Universidade Estadual do Paraná (Unespar)/Fafipar atualmente não tem nenhum aluno indígena e também nenhum formou-se. Na Universidade Estadual do Oeste (Unioeste), onde dez estudam, não teve nenhum indígena formado. A Unicentro e a Uenp não retornaram os pedidos de entrevista.
O vestibular para índios foi instituído pelo governo do Estado em 2001 e a primeira prova realizada em dezembro de 2002. Inicialmente eram ofertadas três vagas por instituição estadual, hoje são seis vagas. A partir de 2004 a Universidade Federal do Paraná (UFPR) ingressou no sistema oferecendo 10 vagas.
A presidente da Cuia Estadual, Ana Elisa de Castro Freitas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressalta que as vagas destinadas aos indígenas são sobressalentes, ou seja, além das vagas ofertadas no vestibular normal são criadas mais seis. Depois de aprovado, o aluno pode escolher qualquer curso entre os ofertados na instituição. Para se manter na cidade o aluno recebe uma bolsa, atualmente no valor de R$ 633, e precisa ter presença mínima de 75%. (E.G.)

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