Érika Pelegrino
De Londrina
Professores e funcionários das cinco universidades e 11 faculdades do Paraná paralisam suas atividades hoje, durante todo o dia. Em Londrina, o protesto está sendo organizado pelo Sindicado dos Servidores Públicos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) e pelo Sindicado dos Professores de Londrina (Sindiprol).
As reivindicações são reposição salarial de 42%, autonomia definitiva, regulamentação da progressão de carreira, instituição da data-base. Os professores reivindicam também o pagamento de precatório de R$ 9,5 milhões referente a uma ação judicial movida pelo Sindiprol, em 1990, por causa de diferenças salariais.
Segundo o presidente da Assuel, Itamar Nascimento, o protesto começa com um pedágio que será realizado nas duas entradas da UEL, das 7 às 9 horas e das 13 horas até o final do dia. ‘‘Iremos fazer uma barreira e parar todos que estiverem entrando para entregar panfletos e o adesivo: Pedágio do Ensino Superior/Tarifa: Salário Digno, Progressão de Carreira’’.
A partir das 9 horas haverá concentração na praça do Restaurante Universitário (RU) com alunos, professores e funcionários. A panfletagem será realizada também no Hospital Universitário (HU), mas segundo Itamar Nascimento, sem comprometer o atendimento. Haverá concentração com carro de som em frente do hospital. A UEL conta hoje com 3.800 funcionários e 1.700 professores.
O secretário de Estado de Ciências e Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, afirma que o protesto ‘‘não tem base’’. ‘‘O Paraná é o Estado que mais investe em ensino superior. No ano passado foram investidos R$ 268 milhões e a perspectiva para este ano é de R$ 287 milhões’’. Segundo ele, os professores receberam de 1995 até 1999, 140% de aumento e em 1997 foi implementado o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) da categoria.
Quanto aos funcionários, o secretário afirma que só tomou conhecimento da regulamentação da progressão dos funcionários na semana passada em conversa com os reitores. ‘‘Os reitores disseram que os funcionários já foram enquadrados, falta apenas o governador (Jaime Lerner) assinar o decreto’’,
Ramiro Wahrhaftig afirma que está empenhado para que ‘‘isto seja feito o mais rápido possível’’. Sobre a autonomia, o secretário afirma que ainda está em fase de amadurecimento. O Estado, de acordo com o secretário, conta com 5 mil professores e 8 mil funcionários no ensino superior. O reitor da UEL Jackson Proença Testa, segundo sua assessoria de imprensa, estaria viajando.

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