Universidade tem autonomia financeira
Reitores e diretores das universidades e faculdades estaduais assinaram acordo ontem com o governo do Estado sobre a autonomia financeira das instituições. As regras estabelecidas valem apenas para este ano. Em dezembro, instituições e governo voltarão a se reunir para fazer novos acertos.
As cinco universidades e 11 faculdades estaduais receberão um total de R$ 267,7 milhões neste ano - mesmo valor da folha de pagamento de 1998. Teremos que procurar fundos para suprir o déficit da folha, afirmou o presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior (Apiesp) e reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa.
Mesmo com as dificuldades financeiras que devem enfrentar, as instituições comemoraram a possibilidade de receber parcelas fixas e aplicar o dinheiro livremente sem negociações prévias com o Estado. A autonomia abrirá perspectivas para que as instituições progridam cada vez mais, disse o governador Jaime Lerner. A contrapartida das instituições para a autonomia será o pagamento do custeio, que inclui despesas de água, luz, telefone e compra de material. O termo assinado ontem também determina que as instituições ampliem o número de vagas no vestibular em 20%, já em 2000.
Segundo Testa, com a autonomia, as instituições poderão remanejar recursos de pessoal para investimentos. Antes, o governo repassava o dinheiro de pessoal e tínhamos que gastar com pessoal, disse. Agora, poderemos economizar em pessoal e remanejar esses recursos para outras áreas.
A reitora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Neusa Altoé, disse que a liberdade de investimentos deve melhorar as instituições. Antes, ficávamos a maior parte do tempo em Curitiba, já que tínhamos que negociar recursos e a aplicação deles.
Para o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Roberto Frederico Merhy, a realização de um sonho de 20 anos permitirá que quem tenha mais competência possa crescer mais.





