Universidade recruta doentes pulmonares
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Falta de ar e dificuldade para realizar simples atividades físicas. Esses são alguns dos incômodos que enfrentam as pessoas portadoras de doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC). É com o objetivo de trazer melhora na função respiratória e mais qualidade de vida a esses pacientes que a fisioterapeuta e doutoranda em Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Josiane Marques Felcar, está recrutando 60 pacientes. Eles participarão de uma pesquisa que busca avaliar os efeitos do treinamento físico em solo e em água em pacientes com DPOC.
Segundo a fisioterapeuta, a ideia de realizar a pesquisa se concretizou após a constatação dos resultados positivos obtidos com um grupo de portadores de DPOC, que participa de sessões de hidroterapia na clínica de fisioterapia da Universidade Norte do Parana (Unopar), onde Josiane leciona.
''Nós verificamos que o grupo havia tido uma melhora significativa no quadro e que não havia praticamente nada na literatura mundial que discutisse o assunto'', afirma fisioterapeuta, que recebe orientação do doutor em Ciências da Reabilitação e Fisioterapia da UEL, Fábio de Oliveira Pitta.
Josiane detalha que o estudo será realizado durante seis meses, com 60 pacientes portadores de Enfizema Pulmonar e Brônquite Crônica. Os interessados participarão de uma seleção com teste de função pulmonar para classificar o grau de obstrução, prova muscular respiratória e de capacidade física. Além disso, complementa, os pacientes farão uma avaliação de composição corporal, teste de equilíbrio e responder alguns questionários para avaliar a qualidade de vida.
Após selecionados, os pacientes serão separados em dois grupos de 30 pessoas, de forma aleatoria. Um grupo participará de atividades físicas no solo e outro na piscina, ambas com mesma intensidade. Os exercícios serão realizadas nas segundas, quartas e sextas-feira por uma hora na Clínica de Fisioterapia da Unopar e se dividiram entre atividades de aquecimento, alongamento, aeróbica, resfriamento e relaxamento.
A fisioterapeuta explica que depois de seis meses os grupos serão reavaliados para analisar se os benefícios adquiridos foram mantidos, mesmo sem a prática de atividades. Ela destaca o perfil dos pacientes que poderão participar da pesquisa: pessoas de ambos os sexos, com idade acima de 50 anos, que tenham enfizema e brônquite crônica, hipertensão controlada, que não tem tido agravamento da doença nos últimos três meses e que sejam sedentários.
''A nossa expectativa é que a qualidade de vida, a capacidade de exercício e a força muscular respiratória melhore e permaneça após os seis meses de intervenção'', enfatiza..
Serviço - Interessados em participar da pesquisa podem ligar para (43) 3371-7816 e falar com Kátia. A pesquisa terá início quando as vagas forem preenchidas.


