O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal, revelou que está ansioso para que a Justiça libere o prédio do Anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa). A instituição pretende voltar a utilizar o local para abrigar eventos acadêmicos. O local está interditado desde a queda da marquise e os funcionários não são autorizados a entrar nem mesmo para fazer a manutenção do imóvel.
O temor é que o anfiteatro sofra ainda mais danos por falta de conservação. Em especial, por causa do excesso de chuvas e acúmulo de sujeira. Marçal avalia também que, com a ação do tempo, a finalidade de preservação de provas não se justifica.
Por isso, a Procuradoria Jurídica da instituição está tentando obter na Justiça a liberação do prédio. O impedimento, segundo o reitor, está na apuração que ainda estaria em andamento, inclusive com a elaboração de uma nova perícia, a pedido da Construtora Mercosul.
A reportagem tentou contato com a promotoria da 2 Vara Criminal, mas o promotor está em férias. As ligações para a Construtora Mercosul também não foram atendidas.
''Foi uma tragédia que marcou bastante. O nosso interesse é ver uma solução já bem encaminhada para o problema. Acredito que a presença dos escombros é muito mais marcante do que se a universidade voltasse a utilizar o anfiteatro'', opina.
De acordo com Marçal, o espaço está fazendo falta para a administração da universidade, uma vez que não há muitos locais adequados para abrigar eventos de porte no campus. A expectativa da reitoria é que o local seja liberado ainda no primeiro semestre.
Enquanto aguarda a liberação, a UEL disponibilizou assistência e pagou indenizações às vítimas do desastre. As despesas com tratamento médico, psicológico e remédios foram bancadas pela instituição.
Paralelamente, duas sindicâncias internas foram instauradas para apurar responsabilidade. A primeira concluiu que houve falhas no projeto e na execução da obra. A segunda indicou que as falhas no projeto possivelmente foram resultantes da substituição de projetista e da falta de fiscalização na execução da obra.
O desastre, no entanto, parece não ter afetado a imagem da instituição. Pelo menos, essa é a impressão do reitor, que recebe mais lamentações do que questionamentos sobre a queda da marquise em eventos nos quais representa a UEL. Wilmar Marçal acrescenta o que espera da Justiça: ''Pela extensão e pela repercussão do problema, creio que a questão será analisada com bastante firmeza pelo Judiciário. Precisamos acreditar na Justiça dos homens'', destaca.

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