Universidade pesquisa índices de poluição sonora em Curitiba
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sábado, 03 de março de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
Cerca de 50 alunos dos cursos de engenharia civil e mecânica, da Universidade Tuiuti do Paraná, começam a monitorar a quantidade de ruídos em mais de 400 pontos de Curitiba, a partir desta segunda-feira. A intenção é fazer um levantamento dos níveis de poluição sonora, em diferentes horários do dia. O trabalho se estenderá por toda a semana e, depois de concluído, servirá de subsídio para a elaboração da carta de poluição sonora da capital. O mapa com a identificação dos pontos de maiores ou menores índices de poluição deverá estar concluído em maio.
O projeto terá parceria das empresas Renault, Volvo e Chrysler e do Instituto de Tecnologia do Paraná, que cederão os equipamentos e técnicos que ajudarão nas medições. Alunos e técnicos passaram por treinamento realizado na sexta-feira, no câmpus Torres da Universidade Tuiuti, na Capital.
O professor do curso de engenharia civil e um dos coordenadores do projeto, Fábio Zorzal, explica as equipes serão constituídas por dois alunos e um técnico. Cada ponto será monitorado em três diferentes períodos: durante os horários de rush (entre sete e 10 horas e entre 17 e 20 horas) e após as 22 horas (horário em passa a vigorar a lei do silêncio).
Zorzal acredita que a poluição sonora é um problema que atinge, de um modo geral, todas as capitais brasileiras, principalmente, nas regiões centrais dessas cidades. Pela legislação ambiental vigente em Curitiba, os níveis de ruídos deveriam ser de até 65 decibéis, das sete às 19 horas, até 55 decibéis, das 19 às 22 horas e 45 decibéis, após as 22 horas.
A principal fonte de poluição sonora, segundo Zorzal, são os veículos. Numa próxima etapa, a idéia é fazer a correlação dos ruídos com a emissão de monóxido e dióxido de carbono e contagem de veículos.
Fábio Zorzal diz que a intenção é que o trabalho não se restrinja a apenas um levantamento numérico. Eles querem trabalhar na reversão dos quadros de poluição apontados pelo levantamento, com o apoio de cursos como turismo, que poderá desenvolver um trabalho de educação ambiental, já que a principal arma para a poluição sonora, para ele, é a conscientização.
Zorzal diz ainda que se alguma empresa tiver interesse em aderir ao projeto, cedendo técnicos e equipamentos, poderá entrar em contato com ele pelo telefone (0XX41) 263-3424.


