Unipar e ambientalistas são responsáveis por aves
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sexta-feira, 05 de setembro de 1997
Vânia Moreira Umuarama 
A Sociedade de Amparo aos Animais de Umuarama (SAAU) e a Universidade Paranaense assumiram a manutenção das 86 aves silvestres abrigadas na chácara Recanto da Natureza, pondo fim à polêmica iniciada há três semanas quando o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) anunciou que as aves seriam enviadas para o zoológico de Foz do Iguaçu. A propriedade do agricultor Eugênio Veridiano da Silva, 53 anos, continuará sendo utilizada como centro de reintegração à fauna de animais apreendidos em cativeiro. Nos próximos seis meses, as entidades envolvidas vão avaliar, entre as reservas florestais existentes no município, qual o melhor local para instalar um abrigo.
A chácara de Silva poderá ser escolhida como abrigo definitivo devido à estrutura já instalada na propriedade de 10 alqueires e à existência de 57 alqueires de mata nativa numa fazenda vizinha. Depois de reabilitados, animais apreendidos em cativeiro podem ser soltos naquela reserva. Algumas espécies, no entanto, não podem ser soltas porque não sobreviveriam.
Há 12 anos, Veridiano recebe na chácara aves apreendidas em cativeiro, a maioria delas em processo de extinção. Nos viveiros ou soltos no quintal vivem duas siriemas, um casal de emas, seis araras, duas jacutingas, um tucano, um mutum, papagaios, maritacas, patos selvagens, dezenas de pássaros pequenos e até um sagui.
Até junho, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) fornecia uma ajuda de R$ 140 por mês ao agricultor, mas cortou a verba por se tratar de um abrigo particular. Para evitar a transferência das aves, a prefeitura passou a fornecer alimentação. Agora, a SAAU assume a administração do abrigo, enquanto a Unipar fornecerá uma verba mensal e atendimento veterinário aos animais.


