A Polícia Civil de Cascavel já sabe onde foram parar quatro dos seis corpos que sumiram do Instituto Médico-Legal (IML) no dia 13 de dezembro. Segundo documentos apresentados pelo auxiliar de necropsia, Pedro Soares, os corpos foram doados para o câmpus da Universidade Paranaense (Unipar), em Umuarama, para fins de estudo e pesquisa. Ainda não se sabe para onde foram encaminhados os outros dois corpos.
O funcionário do IML entregou ao delegado-adjunto da 15ª SDP, Acácio de Azevedo, quatro certidões de óbito feitas em um cartório de Cascavel. Soares também apresentou um ofício endereçado a ele pelo professor Flávio Sidney Piloto, técnico-chefe do setor de anatomia da universidade, solicitando a doação de corpos não reclamados por familiares.
O delegado Acácio de Azevedo recebeu ontem a documentação de todos os corpos que estiveram no IML durante o mês de dezembro, inclusive os que não eram indigentes. Azevedo confirmou que o auxiliar de necropsia disse ter a documentação dos outros dois corpos que desapareceram.
A partir de terça-feira funcionários do IML e da Unipar serão ouvidos para saber por que o delegado-chefe da 15ª SDP, Valmir Sóccio, e o diretor do IML, Rikia Himauari, não sabiam da doação.
As suspeitas do desaparecimento dos corpos do IML surgiram depois que uma carta anônima foi encaminhada à promotora Cláudia Tonetti Biazus denunciou que no dia 13 de dezembro dois carros fizeram o transporte de seis cadáveres. A promotora pediu à Polícia Civil instauração de inquérito para investigar o caso.
O coordenador geral dos laboratórios da Unipar, Edson Roberto Rodrigues, confirmou ontem que a universidade recebeu os cadáveres. Rodrigues disse que a instituição tem os atestados de óbito registrados em cartório, nos quais consta a doação, conforme exige a lei federal sobre doação de cadáveres. (Colaborou Vânia Moreira, de Umuarama).

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