Em Cascavel, uma equipe formada por dois acadêmicos e dois professores do curso de odontologia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), dentro do Projeto Patologias Bucais Produzidas pelo Piercing, realiza consultas gratuitas com pessoas que possuem piercing bucal, a fim de verificar se existem alterações que possam ter sido provocadas pelo uso do acessório.
De acordo com a coordenadora do projeto, a professora Adriane de Castro Martinez Martins, as consultas surgiram a partir de um trabalho de conclusão de curso de um aluno.''A idéia foi levada adiante por outros alunos, que conseguiram uma bolsa de iniciação científica da faculdade'', informa.
Segundo Adriane, pelo menos 20 pessoas têm sido tratadas desde o início do projeto, em 2005. Os pacientes que apresentaram algum problema foram encaminhados para tratamento na Clínica de Odontologia da Unioeste ou para as unidades básicas de saúde. ''Eles fazem retornos periódicos e alguns até já deixaram de usar o adereço para corrigir o problema causado por ele'', declara.
Na pesquisa, ressalta a coordenadora, também ficou constatado que a maior parte dos estabelecimentos que oferecem colocação de piercing em Cascavel não informam os clientes sobre os riscos do adereço. Além de levantar os danos, o projeto da Unioeste quer conscientizar o público sobre os riscos do uso do piercing bucal. ''A maioria dos usuários não consulta dentistas e não sabe se o adereço causou algum problema.''
Conforme a coordenadora, foi feita uma parceria com uma empresa de ônibus da cidade, que irá colocar os cartazes do programa nos veículos. ''Não queremos dizer se é certo ou não usar, mas fazer com que o jovem exerça sua liberdade de expressão com consciência.'' (M.G.)

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