O Conselho Universitário da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) decidiu dividir entre os 1.657 funcionários e professores da instituição os R$ 319,9 mil repassados este mês pelo Estado para os serviços considerados essenciais. A decisão é para compensar a medida do governo do Estado de cortar os salários dos servidores estaduais em greve desde o dia 17 de setembro.
Os recursos serão repassados imediatamente aos servidores que tiveram seus salários cortados pelo governo do Estado, em uma medida considerada ''arbitrária e inconstitucional'' pelo comando de greve. O dinheiro é referente aos 14 últimos dias do mês passado quando os servidores já haviam aderido à paralisação geral. Eles haviam recebido apenas pelos 16 dias trabalhados. Em decorrência da greve, o repasse à universidade que, em média, era de R$ 2,1 milhões por mês, em setembro foi de R$ 1,5 milhão, cerca de R$ 600 mil a menos.
O Conselho também aprovou uma moção do comando de greve que aponta oito itens de solicitações, entre eles a reposição salarial, o repudio a quaisquer tipo de retaliações, melhorias nas condições de trabalho, abertura de concurso público e o repasse de R$ 104 milhões referentes ao orçamento de 2002 definido pelo COU.
Maringá Servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) lotaram ontem o Restaurante Universitário para avaliar o movimento grevista. O principal tema de discussão foi o corte nos salários promovido pelo governo do Estado proporcional aos 14 dias de greve desde a sua deflagração, no dia 17 de setembro.
Os servidores apresentaram várias propostas visando poupar os servidores que ganham dois ou três salários mínimos. Funcionários e professores que continuam atendendo no Hospital Universitário também mereceram tratamento diferenciado e uma das propostas foi garantir a estes servidores o pagamento do salário integral com a verba repassada pelo governo.
No final da assembléia, foi tirada uma comissão formada por docentes e técnicos-administrativos da UEM que vão fazer parte do Comando Estadual da Greve. Além disso, depois de muitas discussões e sugestões, os grevistas decidiram repassar para a reitora Neusa Altoé a responsabilidade de distribuir a verba para pagamento dos servidores. (Gilmar Agasse e Lucinéia Parra)

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