Unioeste recorre da suspensão
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quinta-feira, 24 de maio de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
A procuradoria jurídica da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) recorre hoje da liminar que suspendeu a abertura de inscrições para o primeiro vestibular de inverno, que a instituição tinha programado para julho. O concurso foi suspenso na terça-feira pelo juiz da 1ª Vara Cível de Cascavel, João Eduardo Staut, acatando solicitação do Ministério Público sob o argumento de que a Unioeste não abriu novas vagas. A reitora Liana Fuga (foto) disse ontem que a Unioeste irá basear o recurso no autonomia universitária e garantia constitucional.
A reitora informou que os trabalhos para a realização do concurso estão paralisados até que a liminar esteja em vigor. Ela reforçou que a procuradoria jurídica quer tentar garantir o cronograma estabelecido. A abertura de inscrições estava programada para a próxima segunda-feira.
Quanto aos questionamentos sobre a destinação dos recursos obtidos no vestibular de verão, Liana Fuga afirmou que as informações estão à disposição tanto na universidade como nas unidades dos municípios atendidos pela Unioeste. Segundo ela, o dinheiro foi distribuído de acordo com as necessidades e solicitações feitas pelos diretores das unidades de extensão, que têm autonomia para gerenciar os recursos.
A reitora relatou que a Unioeste arrecadou R$ 1.380.094,20. Do total, R$ 318 mil ficaram no campus de Cascavel, R$ 73 mil foram para Francisco Beltrão e R$ 42 mil para Foz do Iguaçu. A reitoria utilizou aproximadamente R$ 180 mil da quantia arrecadada. Ela disse que as unidades de Toledo e Marechal Cândido Rondon não receberam verbas porque não foram detectadas deficiências nesses locais.
Liana Fuga também anunciou a intenção de criar cinco novos cursos na instituição. Segundo ela, já está sendo encaminhado para aprovação orçamentária o projeto de instalação dos cursos de engenharia mecânica no Campus de Foz do Iguaçu; música, cinema, vídeo e teatro em Cascavel; música e teatro em Toledo; e direito em Marechal Cândido Rondon.
Se aprovados, os cursos deverão ser incluídos no próximo vestibular. A implantação exigirá investimentos em torno de R$ 9,4 milhões em cinco anos, quando se formam as primeiras turmas. Os cursos já foram aprovados pelo Conselho Superior da Unioeste e só dependem do sinal positivo da Assembléia Legislativa quanto ao orçamento, informou.


