Unioeste pára em sete cidades
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segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Gilmar Agassi (BR) De Cascavel 
As atividades nos cinco campi e duas extensões da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) foram paralisadas ontem à tarde, depois que professores e funcionários técnicos decidiram, em assembléi em Cascavel, entrar em greve por tempo indeterminado. Cerca de 150 professores participaram e apoiaram a decisão. Os campi ficam em Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão, e as extensões em Santa Helena e Medianeira.
A Unioeste conta com 723 professores e 447 servidores técnicos que prometem retomar as atividades somente depois que o governo do Estado aceitar discutir as reivindicações. Ao todo são 11 itens, entre eles o reajuste salarial de 50,03% e o financiamento integral às instituições públicas de ensino superior.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste), Luiz Fernando Reis, informou que foi formado um comando de greve responsável pela coordenação das atividades programadas para o período de paralisação. Além disso, uma comissão de ética está sendo formada para analisar pontos que sejam conflitantes, como a manutenção de serviços considerados essenciais e a continuidade dos trabalhos de pesquisa e extensão.
Em relação ao atendimento no Hospital Universitário, Luiz Fernando disse que estão sendo tomadas algumas medidas para informar a população sobre o esquema de funcionamento a partir de sexta-feira. ''Só serão atendidas as situações de urgência e emergência. Esses casos também serão definidos pela comissão de ética, que terá um membro do setor de saúde'', ressaltou.


