Encerrada a etapa de inscrições de candidatos, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) volta-se agora para os preparativos finais do multivestibular, que será realizado entre 2 e 4 de dezembro. Uma das preocupações é coibir a possibilidade de fraudes nas provas. Este será o ano com maior número de inscritos na história da instituição. Por isso, aumenta a preocupação com as fraudes. Uma equipe de 30 pessoas foi preparada com treinamento especializado para a fiscalização. Além disso, serão utilizados sofisticados equipamentos eletrônicos.
Segundo o presidente da Comissão Permanente de Concurso Vestibular (CPCV), professor Tarcísio Vanderlinde, uma das fraudes mais comuns são alterações ou falsificações de documentos pessoais, com terceiros fazendo provas no lugar de inscritos. A utilização de equipamentos eletrônicos, que possibilitam a pessoas fora dos locais de provas transmitir informações aos vestibulandos, por conversação ou códigos, também já se tornou comum. ‘‘Um esquema eficiente de vigilância pode impedir estas práticas’’, observa Vanderlinde.
Para rastrear a ‘‘fraude eletrônica’’, a universidade utilizará o equipamento ‘‘Scanair’’, que consegue captar todas as frequências e emissões de sinais de rádio (e inclusive de aparelhos telefônicos celulares) em área próxima aos locais onde forem realizadas as provas. Segundo Vanderlinde, a CPCV vai adquirir seis aparelhos de rastreamento (com custo médio R$ 1 mil cada).
Para fiscalizar a regularidade de documentos dos candidatos, a Unioeste treinou uma equipe de funcionários administrativos e professores em um curso ministrado pelo datiloscopista Luiz Albari Cordeiro, da Secretaria de Estado da Segurança Pública. É o único curso feito especificamente para uma universidade paranaense. Os participantes aprenderam a identificar documentos falsos, inclusive os xerocados. A Unioeste requisitará ainda apoio das polícias Civil, Militar e Federal.
Este ano entra em cena o sistema de multivestibular. Os inscritos se candidataram a até três cursos, e farão a opção por um deles se forem aprovados nos exames. Vanderlinde observa que o multivestibular flexibiliza os tradicionais concursos, tornando o processo seletivo ‘‘mais justo’’. ‘‘O estudante bem preparado passa a ser mais valorizado, com alternativas de cursos’’.
Inscrições Até a tarde de ontem, a Unioeste não tinha números finais sobre as inscrições ao multivestibular, encerradas sexta-feira, porque faltava o relatório de agências bancárias onde elas foram feitas. Vanderlinde estimou que tenham sido superadas as inscrições do ano passado (12,4 mil), porque agora, além do atrativo do multivestibular, a Unioeste realizará exames para seu novo câmpus, o de Francisco Beltrão (Sudoeste) - antes se chamava Facibel - e para a extensão criada em Medianeira. Os demais câmpus são em Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Foz do Iguaçu. Os candidatos ao multivestibular disputarão 1.880 vagas, em 34 cursos.Edson MazzettoFiscalizaçãoO professor
Tarcísio
Vanderlinde,
presidente
da Comissão
de Vestibulares:
vigilância
contra os
fraudadores
promete ser
eficiente,
utilizando
equipamentos
eletrônicos
de última
geraçãoPaulo Pegoraro

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